domingo, 15 de outubro de 2017

MEUS PROFESSORES (15.10.2017) (VOLUME II)

Tive tantos professores. Deles, nunca esqueci. De todos ou quase todos. Dona Dulcina. Ela, mestra que, paciente, generosa e carinhosa, ensinou-me as primeiras letras em sua escola, lá, na Avenida Santo Antônio. Ela que me entregou à outra mestra, Dona Geraldina, eu já sabendo ler ou pelo menos soletrar algumas das palavras que me ensinara.


Às vezes fico a pensar: Deus é sempre muito bondoso comigo. Protecionista, diria mesmo. Lá, na Avenida Santo Antônio, nos meus primeiros aninhos, eu já recebia as bênçãos de dois santos: o primeiro, já reconhecido pela Santa Igreja: Santo Antônio. A segunda, protegida fortemente pelo Senhor: Dona Dulcina, para cumprir uma nobre, mas difícil missão: educar. 

Depois de passar pelas mãos dessas duas mestras, saí para o exame à admissão no Colégio Diocesano.

Outro dia pensava sobre minhas jornadas. Ou sobre os primeiros passos dessas jornadas. De Dona Dulcina, eu ainda criança, ao meu ingresso na centenária Faculdade de Direito do Recife, eu, ainda adolescente. Mas avançando com persistência, dedicação e esforço. 

De repente, bate-me à mente as palavras de Dom Pedro II que costumava dizer que “Se eu não fosse imperador, desejaria ser professor. Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências juvenis, e preparar os homens do futuro.”

Não tenho o menor fiapo de dúvida sobre o que nos expressava Dom Pedro II, sobretudo quando asseverava não conhecer missão maior e mais nobre que a de dirigir jovens, e prepará-los para serem os homens de amanhã. 

Tive, nessas jornadas, na busca de minha formação, inúmeros professores. Inspirados, devotados, e hábeis mestres. Por isso, autênticos, verdadeiros e vocacionados. Homens e mulheres que teriam vindo ao mundo para exercer a maior e mais nobre de todas as profissões - professor.  

Já adulto, e agradecido aos mestres e mestras que tive, comecei a pensar sobre todos eles e sobre todas elas. Do tesouro que me lograram. Da paciência que tiveram comigo e com todos os colegas. 

De repente, uma expressão sempre referida por Júlio Camargo me chama a atenção: “O professor é inteligente, mas não é inteligente ser professor.”   

Aqui, que me perdoem dissentir de Camargo. Do fundo de meu coração quero, nesta hora, dizer aos professores de meu Brasil que, ao contrário do que diz Júlio Camargo, em nossas terras, quem está sendo pouco inteligente são os nossos governantes, que não reconhecem relevância em nossos educadores para podermos salvar essa nação, elevando-a à posição que tanto merece. Abençoado, portanto, sejam todos vocês, professores do nosso país. E de nossa pátria, Garanhuns.

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