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quarta-feira, 25 de outubro de 2017

AINDA FRIO E CHUVA EM GARANHUNS (25.10.2017) (VOLUME II)

Já chega novembro. Estamos às suas portas. Já, já, dezembro. E Garanhuns continua fria e chuvosa. Chuva esta, branda. É certo. Mas ainda presente. Como que saudosa da cidade. Mesmo antes de ir embora. E no que pese quase novembro. Quase dezembro. Como o templo flui...

Também garoando a minha cidade. Esta, a ofertar seu adorno. Que desce de suas Sete Colinas - Magano, Antas, Columinho, Ipiranga, Monte Sinai, Quilombo e Triunfo e desce na cor cinzenta, ocupando nossos logradouros e avenidas. Cor que lhe empresta uma atmosfera europeia. Inglesa, mesmo!

No particular, bonita, linda e bela. Como toda a cidade. Mas, pelo adorno... Mais bonita, mais linda e mais bela. Ou belíssima, como recomenda meu entusiasmo.

Ao longo de todas as estações - primavera, verão, outono e inverno. Sim, no verão, também, posto que aquela senhora do Shopping Center Cidade de São Paulo, não acredite.  E tenha ousado dizer-me e repetir: “Não acredito! Lá? Du-vi-do”... Ela, que só imagina fome, miséria e falta d'água potável para beber por essas bandas. Essa elite paulista... E ainda vem ao Norte e Nordeste brasileiros pedir votos para seus candidatos. Para depois... Ah! Para depois...

Sou, positivamente, um garoto propaganda da minha cidade. Dela, não lhe cobro nada por esse mister. Nadinha! Pelo contrário, agradeço. Por me permitir, logo eu, assim dizer dela por onde passo. E o faço convicto de que não estaria fazendo nenhuma propaganda enganosa.

Tenho amigos, muitos, que vêm a Garanhuns. E deles recebo retornos mil. “A sua cidade é maravilhosa, Givaldo. Mais que bonita, como diz você, Givaldo. Mais que linda, como murmura você, Givaldo. Mais que bela, como apregoa você, Givaldo. Ela é mais que belíssima, como dita seu sensato entusiasmo, Givaldo.”


domingo, 13 de agosto de 2017

NATAL LUZ NA “CIDADE DE SIMÔA” (16.10.2015) (VOLUME II)

Tudo pronto ou quase pronto para o Natal Luz da cidade. Este, em sua II Edição. E parecendo ter vindo para ficar. Ficar como se fora política pública de cultura mesmo. Intocável, portanto, seja quem for o gestor de amanhã. E isso é bom para a cidade. Seus cidadãos e cidadãs agradecem. 

Este Natal Luz espera encantar a tantos que para Garanhuns acorrerão. Como já o fez, aliás, em sua I Edição.  A ideia da cidade é que este ano tenhamos um Natal maior. Grande para ser maior ano que vem. E nos próximos. Política de governo. Ao encontro da grande vocação da “Cidade de Simôa”. Quiçá, a maior... Por que não dizê-lo? 

A cidade é mágica. Sabem! E, por isso, encanta. E pretende encantar muito mais nesse período. E com esse encanto colher dividendos. Muitos dividendos. É-lhe legítimo. 

A sua economia aquece. Com emprego à sua mão de obra. Com a elevação de sua renda. Conquanto impactado o segmento do turismo, de forma vertical e horizontal. Sim, desde o flanelinha - aquele que toma conta do carro do turista, ao grande e médio empresários - que fazem grandes negócios com aqueles que para aqui aportam. De lá de fora. De longe. Que vêm felizes. Felizes da vida, porque vêm para Garanhuns. 

A cidade está pronta ou quase pronta... Com programação definida. E tudo o mais. Imensa... Como imenso e inesgotável são os sonhos de sua gente boa e hospitaleira.

Tão imensa a programação do Natal Luz que já começa mesmo antes de sua abertura. Sim, desse que pode não ser o maior Natal do planeta. Mas que se esforça para ser, no mínimo, o maior do Brasil. 

Esforcemo-nos, deveras! Todos! Ombreados e de mãos dadas, governantes e governados.

Daqui, o Convite à gente de Alagoas, de Sergipe, da Bahia... Pelo Sul. De Pernambuco, da Paraíba, do Rio Grande do Norte, do Ceará... Pelo Norte. De todo o Brasil. Por que não? Para que venham conferir o Natal Luz nas montanhas de Garanhuns, num clima ameno, festivo, cristão e de muitas tradições. Quem sabe mais perto do céu, como quis dizer o poeta. E provar desse aroma da terra de Simôa. Incrivelmente fincada onde esse nosso Nordeste garoa. 

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

PRIMEIROS GESTORES DAS VÁRIAS REPÚBLICAS (27.07.2006) (VOLUME II)

Com o Golpe de 15 de novembro de 1889, quando auxiliares diretos de Dom Pedro II levaram-no à deposição, ao exílio e à morte, proclamou-se a República Federativa do Brasil, dando-se início a outra realidade político-administrativa no país.

 O primeiro prefeito republicano, no entanto, só viria a ser eleito em 20 de outubro de 1892, ou seja: quase três anos depois de proclamada a República. Daí se dizer que Antônio da Silva Souto fora o primeiro prefeito de Garanhuns, já que eleito e com mandato até 1895. Em 30 de setembro deste mesmo ano, assim, estaria sendo eleito o segundo mandatário da cidade, Manoel Antônio de Azevedo Jardim, que governou a cidade até 1898.


Quando adveio a Revolução de 1930, era prefeito de Garanhuns Euclides Dourado, que fizera a vigésima primeira administração da cidade. Ele recebera o mandato em fevereiro daquele ano, das mãos de Francisco Simão dos Santos Figueira que, por sua vez, e na condição de subprefeito, o recebera das mãos de Antônio da Silva Souto Filho, que fora eleito prefeito em 09 de setembro de 1929.

Euclides Dourado, em fevereiro de 1930, era presidente do Conselho Municipal e, por essa razão, fora tornado prefeito de Garanhuns, pela segunda vez, até sua deposição, ocorrida em 04 de outubro de 1930.

Conforme se observa, foram mandatos curtos. Curtíssimos! Estes de Souto Filho e Figueira, por suas renúncias. E o de Euclides, por conta da Revolução de 30.

Nesse período, conta-se a seguinte história: que Soutinho teria sido candidato a prefeito de Garanhuns por um acordo com Figueira e Euclides no sentido de que, uma vez eleito, renunciaria em favor de Figueira e este, pouco depois, em favor de Euclides que na condição de Presidente do Conselho assumiria a prefeitura, e todo esse imbróglio porque, no grupo, só com Souto Filho se poderia ganhar a disputa, prevista para 09 de setembro de 1929, no que assim ocorrera. E Soutinho, uma vez renunciando, assumiria o mandato de Senador Estadual, como ocorrera - Senador Estadual, cargo existente ao longo da Primeira República - 1889 a 1930.

Com a deposição de Euclides, assume a administração da cidade Fausto Lemos sendo este, portanto, o vigésimo segundo gestor de Garanhuns. Fausto, no entanto, tivera mandato curto, sendo substituído por Mário Lira, este se tornando, portanto, de 1930 a 1935, no vigésimo terceiro prefeito de Garanhuns, com o título, todavia, de interventor, vez que nomeado pelo interventor estadual, Carlos de Lima Cavalcanti. Vivia-se, a Era Vargas.

Depois da Segunda República - 1930 a 1945 - e com a redemocratização do país, se inicia o que se poderia chamar de Terceira República, que vem de 1945 a 1964, ou seja: até o Golpe Militar de 1964, que data o início da Quarta República, com a Ditadura Militar, até 1985, ano que festeja o começo da plenitude democrática do país, dando início à Quinta República ou Nova República.

O primeiro prefeito da “Cidade de Simôa”, quando da pós- redemocratização, em 1946, fora Francisco Simão dos Santos Figueira que, no entanto, ficaria no cargo por apenas três meses, sendo substituído por Luiz da Silva Guerra, diante da decisão judicial, sendo este seu trigésimo segundo prefeito, inaugurando mais um período na República do Brasil, no que respeita às administrações municipais, e no que pese ainda as interventorias de José Henrique de Abreu Wanderley, Antônio Cesário da Silva Brasileiro Filho e Maurício Marques de Amorim, dando-se fim ao período dos interventores, e voltando os municípios brasileiros a terem prefeitos eleitos pelo voto popular a partir das eleições de novembro de 1947.

Luiz da Silva Guerra, no entanto, renuncia o seu mandato em 1951, tendo assumido o seu vice-prefeito, Abdias de Noronha Branco, na condição de trigésimo terceiro prefeito do Município de Garanhuns.

A Terceira República - 1945 a 1964; a Quarta República - 1964 a 1985 e a Quinta República, esta em curso, tiveram os seus prefeitos eleitos pelo voto popular, não tendo ocorrido, nesses períodos, maiores mudanças no processo.