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sábado, 5 de agosto de 2017

MEUS ARTISTAS (15.11.14) (VOLUME II)

Esta semana fiz algumas visitas a artistas de nossa cidade: Veríssimo, Jáder, Expedito... Tantos! Ah! A nossa Socorrinho, esposa desse grande amigo, Roberto Gueiros.

É. Podem dizer... Estava mesmo com saudade de todos. E é verdade. Tenho admiração por todos eles. A ponto de sentir saudade deles quando passo algum tempo sem vê-los. É a vida. Cada um com seus dias a dia. Que não nos deixa tempo para estarmos com as pessoas que queremos. Mas, vez em quando, faço uma visitinha a eles e sempre conversamos quando nos encontramos em algum lugar. Nesses ensejos, embora raros, mato um pouco a saudade. E, sobretudo, nos inteiramos quanto às suas produções.  

E essa saudade vem da gratidão que tenho a todos eles quando quis com eles conversar no tempo em que estive dirigindo a Secretaria de Cultura de Garanhuns. O crédito de confiança que eles me deram é, definitivamente, inapagável. Quis reuni-los para organizar a categoria. Quis reuni-los para ter uma ideia do nosso acervo na linguagem, a fim de podermos contextualizar uma política voltada à Cultura e às Artes em nossa cidade.  Também quis reuni-los para deixar bem clara a minha particular intenção em defesa de todos eles. E, ainda, colocar minha amizade à disposição deles, com gestos sérios e confiáveis.  

Confesso que não fora fácil essa empresa. E a eles em nenhum instante debitei essa dificuldade. Pelo contrário. Procurei entender as razões da indiferença deles com o poder público.  

Em um dos encontros desses artistas comigo, perguntei a Jáder Cysneiros sobre sua obra, “Cortador de Cana”. “O que lhe inspirou? O que lhe motivou?” Ele, direto e contundente: “Os campos, tomados de cana-de-açúcar. E neles, seus cortadores na época da colheita. A obra mostra a firmeza e a coragem desses operadores de nossos campos. A propósito, Givaldo, a obra lembra também o Doutor Arraes”, disse.

ESQUECER? (11.01.2014) (VOLUME II)

Augusto Calheiros. A nossa “Patativa do Norte”, para uns. A nossa “Patativa do Nordeste”, para outros. Prefiro, no entanto, dizer “Patativa do Norte e do Nordeste brasileiros”. Ou, por que não, “Patativa do Brasil”? A lembrança desse nome que me veio à mente, hoje. Desde cedo. E perdura até agora.  

De repente, também a data de seu falecimento - 11.01.1956. Faz tempo! Muito tempo! Era criança. Pelas ruas da cidade. Ouvindo os mais velhos. Já que deles sempre me aproximei, menino ainda, no desejo de aprender e aprender... Mas, discreto. Mas, respeitoso. Discreto e respeitoso, sempre! 

De repente, ainda à memória, seu translado para Garanhuns, em 1968, 12 anos depois.

Era eu adolescente. Começando meu curso na velha Faculdade de Direito do Recife, mas sempre presente a tudo que dizia respeito à minha cidade.  

O prefeito da época viria a ser meu sogro no futuro, e se determinou: “Vou trazer os restos mortais de Augusto Calheiros para Garanhuns. Absurdo que estejam tão longe da cidade que ele tanto queria e homenageou!”, teria dito. E trouxe. Garanhuns parou. Parou para aplaudir. Parou para saudar Augusto Calheiros, post-mortem. E cantar para ele, como ele em vida cantara para Garanhuns: 

“Garanhuns hospitaleiro, 
terra onde eu vivi.
Adeus cidade nortista, Garanhuns e Boa Vista foi aonde me criei.
Ainda espero,
Quem espera sempre alcança, tenho muita esperança de ao meu Garanhuns voltar 
Quando me lembro do sertão daquela terra, lá do alto do Magano, tenho vontade de chorar.” 

Enquanto Secretário de Cultura, eu me lembrei do Mausoléu de Augusto Calheiros. Fui lá. Bateu-me uma tristeza, para não dizer uma revolta. Parecia até que, de 1968 para 2008, 40 anos depois, não se tenha feito nada, nadinha, para se preservar aquele monumento. Saí triste. Muito triste. Mas saí decidido: “Vou restaurar o monumento de Augusto Calheiros!”, disse. “Dele só, secretário?”, balbuciou Edmar, um dos diretores da Secretaria. E continuou: “O do Cel. Antônio Souto, que fora prefeito de Garanhuns, está na mesma condição; o de Celso Galvão faz pena. O desmando é grande e geral, Secretário. Temos que trabalhar muito.” 

Perguntei a Edmar, só para conferir, ou “tirar o nível”, como alguém me disse outro dia: “E a quem cabe cuidar disso? Agir?” No que ele me respondeu: “Ao senhor, secretário. Diz a Lei.” 

Antônio da Silva Souto foi o primeiro prefeito do município de Garanhuns, e fora eleito em 20 de outubro de 1892, com 204 votos. No limiar, portanto, da Primeira República, a chamada “República Oligárquica”, já que o golpe a Dom Pedro II se dera em 1889, ou seja: três anos antes. 

Celso Galvão, por outro lado, que muita gente pensa de Caruaru, na verdade era daqui, e assumiu a prefeitura em dois momentos. O primeiro, em 1937. Exatos 20 de dezembro de 1937 a 31 de março de 1945. Na condição de interventor, assim chamados os gestores municipais e estaduais da Segunda República, a chamada “República da Era Vargas”, de 1930 a 1945. Mas Celso Galvão voltou a dirigir os destinos de nossa cidade de 1952 a 1955. Desta, eleito, democraticamente, já que fora candidato pela União Democrática Nacional - UDN, partido que fizera cerrada oposição a Getúlio. Inclusive, meu irmão, Geraldo, foi vereador nesse período. 

“Quer saber, Edmar? Vou recuperar os Mausoléus de todos. De Augusto. De Antônio. De Celso. Não vou entrar para a história como o Secretário de Cultura da Cidade que, vendo os monumentos daqueles que a construíram, ruírem, e eu, inerte, fiz vista grossa. Ah! Não. E não. E digo mais, Edmar: vou fazer a homenagem à Simôa Gomes. Que a sociedade de Garanhuns tem tanto cobrado.”         

Augusto e Dominguinhos têm uma grande história em Garanhuns. E a eles nossa cidade muito deve. 

Augusto nasceu em Maceió. Mas foi mais garanhuense do que muitos dos nascidos aqui. Chegou à sua “Garanhuns hospitaleira” ainda moleque. Aos nove anos.

Já Dominguinhos, nasceu em Garanhuns e daqui partiu para o Brasil. Dois nomes. O mesmo destino. Enriquecendo Garanhuns pelo Brasil afora. Com suas músicas. Com suas poesias.  

Felizmente, eles estão conosco. Garanhuns atendeu ao pedido de Augusto que um dia dissera: “Tenho muita esperança de ao meu Garanhuns voltar”. E voltou. E aqui está para sempre. 

Também, anos depois, Dominguinhos pedia: “De volta ao meu aconchego”. E aqui está, no seu aconchego. 

A ACADEMIA (09.01.2014) (VOLUME II)

Perguntaram-me sobre o que estaria ocorrendo com a Academia de Letras de Garanhuns, uma vez que correm notícias na cidade que teria havido reformas de seus estatutos sem a devida consulta aos seus quadros. Que teriam sido afastados e desprestigiados alguns acadêmicos históricos, com propósitos inconfessáveis. Enfim, que estaria ocorrendo “uma série de irregularidades” naquela Casa de Cultura. Que tem tudo para ser uma das referências maiores da nossa cidade. E que já o é.


Disse que não estava sabendo nada de oficial a respeito. E não estava. Mas que iria apurar. Que custava acreditar em qualquer daquelas notícias, por entender absurdas, mas que julgava saídas de mentes pouco desejosas de verem o crescimento de Garanhuns. Notadamente, através desse viés mágico e único que é a cultura de sua gente. Mas, dizia na época, que iria me inteirar para poder conferir minha posição mais embasada a respeito. 

Não quis tratar desse assunto de forma pública pela sua delicadeza. Sobretudo, para preservar a imagem da Academia e de seus acadêmicos. Da Academia e de seus patronos. Da Academia e de sua história. Que vem de longe. Vem de 1978. Do centenário da nossa cidade. Com Rilton Rodrigues da Silva, Humberto Alves de Moraes, Antônio Gonçalves Dias, Aurélio Muniz Freire, João Calado Borba... Vem de mais longe ainda. Vem da década de 1950. Com Geraldo de Freitas Calado, Erasmo Bernardino Vilela, Ronaldo Souto Mayor... Quando criaram o Grêmio Cultural Ruber van der Linden... Mais tarde, a nossa Academia de Letras de Garanhuns. Fundada e instalada por aquelas personagens, na presença, dentre outras, do Cônsul da Costa Rica - José de Abreu Santos, do Bispo da Diocese de Garanhuns - Dom Tiago Postma, Ivaldo Rodrigues Dourado e tantos e tantos outros. 

Foi linda. Muito linda a solenidade de instalação da Academia de Letras de Garanhuns, naquela noite fria de 04 de fevereiro de 1978. Ali, na Rua XV de Novembro, 287 - eterna sede da cultura garanhuense.  Por isso ouso dizer que a Academia de Letras de Garanhuns deve ser tratada com respeito ao seu passado. Passado que projeta um grande futuro para nossa cultura e para nossa cidade.  

Outra época, li em João Ribeiro o seguinte: “Se a Academia não presta, então também o Brasil não presta.” Penso que João Ribeiro foi infeliz, porque tanto a Academia de Letras do Brasil presta como o Brasil também presta. Tanto que sobrevive, a nossa ABL, há décadas. E sobreviverá a séculos. Quiçá milênios.

Igualmente, penso com relação à nossa Academia e à nossa cidade. Que só nos dão orgulho. Sobretudo, pelo que dizem delas, lá fora. Da nossa Academia. Da nossa cidade: “Uma cidade que tem uma Academia de Letras é uma cidade diferente”. 

Ah! Como ouço dizerem! Ah! E como me orgulho disso! “Às vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido”, disse, um dia, o poeta Fernando Pessoa. Quem sabe para que pudéssemos, agora, repetir suas palavras, pensando na nossa Academia de Letras de Garanhuns.         
  
Pugno por uma Academia no modelo da Academia Francesa, iniciada no século XVII. No modelo da Academia Brasileira, iniciada no século XIX. Onde seus membros estejam à disposição permanente do serviço à cultura. Sem apegos a cargos nela disponíveis.  E sem interesses inconfessáveis. Pugno por uma Academia que esteja perto da população, a ela ajudando no correto exercício da nossa Língua. Pugno pelo academicismo expresso no lema “Ad immortalitatem”. E com sucessão através da vontade do conjunto dos acadêmicos pelo voto direto e secreto da maioria de seus membros como, de resto, acontece em todas as grandes Academias. 

Não posso, portanto, estar feliz com as notícias que hoje me chegam. Agora, pela imprensa. E que me dão conta daquilo que me falavam há meses. Com um agravante. Tudo já corre na Justiça. Nos Tribunais. 

É triste, para mim. É triste, para Garanhuns. Para a memória dos seus fundadores, inclusive daqueles de lá de trás, que sonharam com essa ferramenta de cultura na já Garanhuns Universitária e Cultural a que se referia o estadista Agamenon Magalhães.   Muito triste! Não foi para isso que ingressei naquela noite de três de dezembro de 2005 na Academia de Letras de Garanhuns, para ocupar a Cadeira de número 22, que tem como patrono a figura extraordinária do Monsenhor Adelmar da Mota Valença. 


Não! Não posso estar feliz! Quando ainda há pouco autorizei a impressão da 4ª Edição de minhas linhas “Padre Adelmar e a Academia de Letras de Garanhuns”. Que fora apresentado naquela “Bela Noite de Academia”.  Ela, ocupada por seus acadêmicos. Ela, invadida por acadêmicos de Recife e de Maceió, aqui aportados para prestigiá-la. Ela, tomada pela sociedade de Garanhuns. Orgulhosa pelo momento que vivia a sua cidade.  Alegre!   Feliz! E o seu presidente a dizer, com voz macia, modulada, magnetizante: “Sofri também, confesso. No meu canto, sentado, vertia lágrimas. A emoção presidiu-me... À Academia compete, entretanto, engrandecer e imortalizar. Givaldo Calado de Freitas tem essa missão, como acadêmico... Compete a todos ler e guardar. Direta ou indiretamente, como se fossem todos da Academia. E que amem esta terra e que reconheçam seus brios. Guardem-no.”

Serei sempre acadêmico. No modelo francês. No modelo brasileiro. Já o disse! Pugno, pelo menos. Mas, dizendo. Foi para isso que aceitei humilde e hesitante o caminho da imortalidade. Que uma vez alcançado, só o outro: o da imorribilidade. Este de que tanto falava Ronildo Maia Leite. Mas, sem o “estágio” daquela. 

Depois de tanto relutar, eis-me imortal. No que pese meu estado de espírito. Que penso correto aos imortais.  Hoje, sou imortal da única, para mim. Da Academia de Letras de Garanhuns. E tudo por conta daquela noite fria de Garanhuns, quando Garanhuns se reencontrou, aos poucos, com Garanhuns, no aguardo de suas madrugadas para ser mais Garanhuns ainda. Com seu frio úmido e medicinal.  

A Academia, no entanto, tem que voltar às suas origens. E vai voltar. Esse é o sentimento. Por Garanhuns. Que não a quer perder. Que não admite perdê-la. Porque ela, hoje, mais do que nunca, é a grande referência cultural da nossa cidade. Uma grande e importante referência. 

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

MICHAEL JACKSON (30.06.2019) (VOLUME II)

A primeira vez que ouvira falar em seu nome já era década de 1980. E, lá, para seu final. Mas ele vinha de antes. Muito antes. Vinha de 1964. Ainda criança. Apenas com seis anos, já que nascera em 1958. Ele e seus irmãos, em grupo, começavam uma carreira, sob o incentivo dos pais, que descobriram neles o talento à música. 

Ouvira de uma colega de trabalho. De repente, a colega adentra na minha sala. Recordo que com um radinho de pilha na mão. Uma música tocava e me deixava surpreso, magnetizado... “Espera aí. Espera aí. Nunca ouvi tamanha beleza musical!”, disse. A voz do cantor. O ritmo da música... Tudo era diferente. Diferente de tudo que eu já ouvira. Para mim, aquela música era surreal. Ou quase. Que não cabiam maiores comentários. Não! Não cabiam. Era simplesmente genial. 

Açodado, perguntei: “Quem é esse cantor?” A colega respondeu: “Givaldo, você não sabe?” Respondi-a: “Não! Não sei. Por isso que estou a perguntar. Não tenho checado, faz tempo, os sucessos musicais. Ando em débito com esses avanços. Essas novas.”, murmurei. Ela estranha, certamente, por minha ignorância sobre o assunto, já que o mundo celebrava há mais de uma década o novo astro em sucessão a James Brown, Louis Armstrong, Sammy Devis Jr., Ray Charles, The Beatles... Que tanto o influenciaram. Disse-me ligeira: “É Michael Jackson, fenômeno da música internacional. Que aponta à fama como ‘Rei do Pop’ mundo afora.” 

Depois dessa, a destempo, claro! Confesso que passei a correr atrás do tempo perdido, a despeito das quase duas décadas, passadas. Ah! Que retardo! Correr atrás de Michael, de suas músicas, que diziam tudo. De suas letras, ritmos... Tudo belo! Tudo lindo! Muito belo. Muito lindo. Pelas letras. Pelos vocais. Pelas danças. Pelos arranjos. Pelas coreografias... Bem, aí, então, eu já era seu fã. Dele comprava tudo - vídeos e shows. Tudo que aparecia no mercado sobre essa figura magnífica, chamada de Michael Joseph Jackson.

Em quinteto com os irmãos, ele entraria em breve para uma promissora carreira solo, até aquele fatídico dia quando se preparava para uma nova turnê mundo afora (25.06.2009), com apenas 50 anos de idade. 

O mundo terá muita dificuldade em substitui-lo. Diferentemente, do que lhe ocorrera em relação àqueles que o influenciaram.

Michael era genial em tudo - compositor, arranjador, dançarino, cantor. Simplesmente extraordinário. Além de grande produtor, empresário, filantropo, pacifista e ativista. Fora tudo. Ou quase tudo, posto que sem desejo de ofuscar ninguém. Pelo contrário, modelo para outros que surgiam e surgiriam depois como Madonna, Beyonce, Lady Gaga... Indizíveis! 

O Guinness Book o aponta como o maior artista de todos os tempos, tendo vendido mais de 1,5 bilhão de gravações em toda sua carreira, a rigor, começada em 1969. A Sony registra a incrível marca de 750 milhões de álbuns vendidos a nível mundial. Ou seja: mais do que The Beatles e Elvis Presley. O seu álbum “Thriller” foi considerado o mais vendido da história, tendo atingido a marca de mais de 110 milhões de cópias em todo o mundo.

Mas Michael também esteve no Brasil. Por três vezes pisou em solo brasileiro. Pela primeira vez, em setembro de 1974, com os irmãos, em turnê pela América Latina.   A segunda vez foi em outubro de 1993, tendo feito dois shows no Morumbi, em São Paulo. Em sua última estada no Brasil, esteve gravando em Salvador, no Pelourinho e no Rio de Janeiro, na Favela Dona Marta. 

Realmente fantástica a vida desse gênio da música pop. O mundo está a esperar um nome que venha a substitui-lo, já há mais de oito anos. 

Michael Joseph Jackson, artista que ouvira falar já há tantos anos, mas que ficou na minha mente. E nos meus encantos. 

Outro dia, encontrei a colega que me trouxe o nome de Michael. Foi logo me perguntando por ele. “Ah! Agora você não me pega mais não. Dele, talvez, já saiba mais que você!”, disse-a.   

PALADINOS DE QUEM PRECISA (29.09.2006) (VOLUME II)

Claro que em poucas linhas não podemos falar tudo desse Movimento fantástico que é o Leonismo Internacional. Às vezes, penso na imensidão que é o Lions Clubes Internacional, com quase 100 anos de existência. É tão grande que tem sido a razão de a grande maioria ou a totalidade de seu exército de homens e mulheres, nele viverem gratificados e agradecidos a Deus pelo ensejo que tiverem algum dia, de ingressarem em seus quadros.  

A palavra que mais escutava no Lions nos meus primeiros anos de Leão era “gratificante” “O que fizemos lá na creche fora muito gratificante.” Ainda: “A visita que fizemos, ontem, a comunidade, deixou-nos muito gratificados.” E por aí vai. E você a se perguntar do por que dessa sensação? Dessa magia... A resposta você só terá quando colocar a “mão na massa”. Ou seja, for cumprir sua missão voluntária e desinteressada no Movimento. 
     
Um exemplo que registramos nessas linhas está no que o Movimento vem fazendo no Hospital das Clínicas do Recife, chegando-se ao ponto de triplicar o acolhimento de pacientes na sua área oftalmológica e promovendo um investimento de cerca U$ 100 mil, em aquisições de uma série de equipamentos que aquele Hospital estava a precisar. 

Naquele hospital, além de contarmos com um Companheiro Leão, que cuida pessoalmente do comando desses atendimentos, ainda dispomos de uma equipe de Companheiros e Companheiras do Lions, cuidando desses atendimentos em todas as áreas do hospital, através de um permanente trabalho voluntário - ideário Leonístico - sob a coordenação da Companheira Virgínia, esposa do nosso ex-governador Luiz Carlos Feitosa.

Além dos recursos carreados para o Hospital das Clínicas do Recife, também foram carreados para os Hospitais das Clínicas das cidades de Natal, João Pessoa e Salvador, cerca de U$ 300 mil. Nesses Hospitais o nosso serviço voluntário é presente. De maneira também permanente e firme.

Ainda na área da oftalmologia, estamos construindo o “Hospital de Olhos”, para atender a população da região de São Gonçalo do Amarante e de todo o Estado do Rio Grande do Norte. A empresa tem a participação do Instituto Banco de Olhos dos Lions Clubes daquele estado, iniciativa audaciosa do Movimento Leonístico Nordestino, que conta com a supervisão do nosso vice-presidente e futuro presidente Internacional Jimmy Ross.

Projeto permanente como o “Pequeno Nazareno”, que tem a coordenação do ex-governador Edward Lago de Macedo, também mereceu investimento da nossa Fundação Lions, da ordem de U$ 135 mil.
Projeto permanente como a “Nossa Escola”, junto aos cegos e as nossas crianças da cidade do Recife, com a doação da bengala branca para os nossos cegos e cuidando da visão de nossas crianças, sob a coordenação dedicada da Companheira Tereza Falbo.

Projeto permanente como a “Escola Lions”, que cuida de mais de 2.700 crianças e adolescentes na nossa cidade de Garanhuns, todas elas portadoras de necessidades especiais.    

“Quem conhece o Pequeno Nazareno, lá em Itamaracá, chora, não se sabe se pelas crianças resgatadas das ruas e a caminho da recuperação, sobretudo do Recife, ou se por verem o amor com que as trata esse casal bonito, Edward e Marisa.”, disse-me outro dia, o nosso Governador Paulo Nunes. 

Ações humanitárias no mundo. Ou em quase todo mundo. Já dissemos: estamos em 200 países desse “Mundo Plano”, na feliz expressão de Thomas Fridman, na sua monumental obra “O Mundo é plano”.

E se as distâncias não mais existem - aí está a internet, a telefonia celular, a rede de fibra óptica mundial... E se os homens e mulheres do mundo não perderam a sua capacidade de amar ao próximo - ai estará o Lions Clubes Internacional para dar-lhes as mãos, e dizer-lhes que estamos prontos para, juntos, construirmos um mundo melhor.   

Mas o trabalho do Lions continua. Ele está, hoje, se preparando com seu exército de voluntários para realimentar seus recursos financeiros, porque a previsão para 2020 é no sentido de que a população cega no mundo passará para 74 milhões de pessoas e o número daqueles que sofrem de baixa visão dobrará para 250 milhões de pessoas.

Daí a meta do Movimento Leonístico: alcançar um caixa mínimo de U$ 150 milhões, através de seus Leões. Mas já em vista o desafio de reunir U$ 200 milhões para o combate a essa chaga.
Para esse combate, todos os Leões estão instados. Todos! Sem exceção. Porque todos são iguais. Todos são Companheiros e Companheiras.

Aqui, um exemplo a ressaltar: o Companheiro Jimmy Carter, ex-presidente da maior potência do mundo, os EUA, que aos 81 anos, em plena atividade na Etiópia, chefiava há pouco uma caravana de voluntários ao encontro de milhares de etíopes, sobretudo crianças, para salvá-los da chaga do tracoma. Que é - todos sabem - uma enfermidade dos olhos que causa a cegueira de muitas pessoas naquele país - preocupação da humanidade desde a época dos faraós. 



A esperança daquele povo era tamanha que suas crianças, adultos... Enfim, todos, cantavam, saudando os Leões sob a liderança do Carter:

“Não é muito tarde / Os olhos fechados se abrirão / Veremos a luz / Uma mulher disse a um Companheiro Leão: / Nem meus filhos, nem meu esposo / e nem meus vizinhos me ajudavam / Todos tinham vergonha de mim e me ridicularizavam”

Pessoas como essa mulher, Tazie Shiferaw, estão sofrendo com a dor e cegueira.

Graças ao Lions, através de cada um de seus membros espalhados pelo mundo inteiro e da sua Fundação, essas pessoas podem se sentir mais aliviadas. Vão poder enxergar ou enxergar melhor e ter uma melhor qualidade de vida. 

Por fim, atuais as palavras do nosso eterno líder e fundador de nosso Movimento, Melvin Jones: “Enquanto um homem na terra, ao chegar da noite, não tiver um lugar decente para repousar, justificar-se-á a existência dos Lions Clubes.”

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

PALADINOS DOS CEGOS (25.08.2006) (VOLUME II)


São frequentes as perguntas que nos fazem: “O que é Lions?” ou “Por que os Leões são o maior segredo que um povo tem?”

Temos uma grande responsabilidade sobre essas questões. Não divulgamos as nossas ações. Não divulgamos os nossos trabalhos humanitários. O grande presidente Mehta nos tem dito: “Não permitam que o segredo continue. Utilizem meios de comunicação para informar ao mundo o trabalho grandioso dos Leões.” E ele tem dito, ainda: “A paixão pela promoção deve ser uma prioridade do Movimento.”


Claro que a promoção é do nosso trabalho. Do gigantismo do nosso trabalho. Todavia, pondera o presidente Mehta: “Não buscamos reconhecimento pessoal. Buscamos mais pessoas que se unam aos nossos Clubes para podermos ampliar os nossos serviços humanitários.”  

Temos, portanto, que dizer ao mundo porque existimos. O que fizemos. O que fazemos. Enfim, os nossos serviços mundo afora.  

De fato. Precisamos registrar que ajudamos as vítimas do Tsunami, na Ásia Meridional; que ajudamos as vítimas do furacão Katrina nos EUA; que destinamos, anualmente, U$ 741 milhões para inúmeros projetos de serviços humanitários; que empregamos 70 milhões de horas de trabalho voluntário em benefício das comunidades, através de nossos 46 mil Clubes, espalhados em 200 países, formando um exército de cerca de 1,5 milhão de homens e mulheres, empolgados com o ideário do Leonismo Internacional; que somos considerados no mundo os “paladinos dos cegos”; que mudamos a vida de 124 milhões de pessoas no planeta, doando mais de U$ 185 milhões para melhorar os cuidados com a visão; que prevenimos a perda de visão ou a restauramos em mais de 24 milhões de pessoas; que criamos mais de 250 clínicas oftalmológicas ao redor do mundo; que treinamos cerca de 68 mil profissionais na área de saúde pública; que, enfim, e só para nos determos no Brasil, investimos nas regiões Norte e Nordeste, cerca de U$ 1 milhão, através da Fundação Lions, em nossos programas humanitários.  

Por derradeiro, pensamos que no poema de José Régio, encontramos a natureza do verdadeiro Leão: 

“Não sei por onde vou 
 Não sei para onde vou 
 Sei que não vou por ai!”

Julgamos que não vamos pelas vias que não nos conduzam ao encontro de tantos que precisam de todos nós. Nós, Leões. Nós, homens e mulheres deste país e de todo o mundo, que têm o mínimo de amor ao próximo.


PRIMEIROS GESTORES DAS VÁRIAS REPÚBLICAS (27.07.2006) (VOLUME II)

Com o Golpe de 15 de novembro de 1889, quando auxiliares diretos de Dom Pedro II levaram-no à deposição, ao exílio e à morte, proclamou-se a República Federativa do Brasil, dando-se início a outra realidade político-administrativa no país.

 O primeiro prefeito republicano, no entanto, só viria a ser eleito em 20 de outubro de 1892, ou seja: quase três anos depois de proclamada a República. Daí se dizer que Antônio da Silva Souto fora o primeiro prefeito de Garanhuns, já que eleito e com mandato até 1895. Em 30 de setembro deste mesmo ano, assim, estaria sendo eleito o segundo mandatário da cidade, Manoel Antônio de Azevedo Jardim, que governou a cidade até 1898.


Quando adveio a Revolução de 1930, era prefeito de Garanhuns Euclides Dourado, que fizera a vigésima primeira administração da cidade. Ele recebera o mandato em fevereiro daquele ano, das mãos de Francisco Simão dos Santos Figueira que, por sua vez, e na condição de subprefeito, o recebera das mãos de Antônio da Silva Souto Filho, que fora eleito prefeito em 09 de setembro de 1929.

Euclides Dourado, em fevereiro de 1930, era presidente do Conselho Municipal e, por essa razão, fora tornado prefeito de Garanhuns, pela segunda vez, até sua deposição, ocorrida em 04 de outubro de 1930.

Conforme se observa, foram mandatos curtos. Curtíssimos! Estes de Souto Filho e Figueira, por suas renúncias. E o de Euclides, por conta da Revolução de 30.

Nesse período, conta-se a seguinte história: que Soutinho teria sido candidato a prefeito de Garanhuns por um acordo com Figueira e Euclides no sentido de que, uma vez eleito, renunciaria em favor de Figueira e este, pouco depois, em favor de Euclides que na condição de Presidente do Conselho assumiria a prefeitura, e todo esse imbróglio porque, no grupo, só com Souto Filho se poderia ganhar a disputa, prevista para 09 de setembro de 1929, no que assim ocorrera. E Soutinho, uma vez renunciando, assumiria o mandato de Senador Estadual, como ocorrera - Senador Estadual, cargo existente ao longo da Primeira República - 1889 a 1930.

Com a deposição de Euclides, assume a administração da cidade Fausto Lemos sendo este, portanto, o vigésimo segundo gestor de Garanhuns. Fausto, no entanto, tivera mandato curto, sendo substituído por Mário Lira, este se tornando, portanto, de 1930 a 1935, no vigésimo terceiro prefeito de Garanhuns, com o título, todavia, de interventor, vez que nomeado pelo interventor estadual, Carlos de Lima Cavalcanti. Vivia-se, a Era Vargas.

Depois da Segunda República - 1930 a 1945 - e com a redemocratização do país, se inicia o que se poderia chamar de Terceira República, que vem de 1945 a 1964, ou seja: até o Golpe Militar de 1964, que data o início da Quarta República, com a Ditadura Militar, até 1985, ano que festeja o começo da plenitude democrática do país, dando início à Quinta República ou Nova República.

O primeiro prefeito da “Cidade de Simôa”, quando da pós- redemocratização, em 1946, fora Francisco Simão dos Santos Figueira que, no entanto, ficaria no cargo por apenas três meses, sendo substituído por Luiz da Silva Guerra, diante da decisão judicial, sendo este seu trigésimo segundo prefeito, inaugurando mais um período na República do Brasil, no que respeita às administrações municipais, e no que pese ainda as interventorias de José Henrique de Abreu Wanderley, Antônio Cesário da Silva Brasileiro Filho e Maurício Marques de Amorim, dando-se fim ao período dos interventores, e voltando os municípios brasileiros a terem prefeitos eleitos pelo voto popular a partir das eleições de novembro de 1947.

Luiz da Silva Guerra, no entanto, renuncia o seu mandato em 1951, tendo assumido o seu vice-prefeito, Abdias de Noronha Branco, na condição de trigésimo terceiro prefeito do Município de Garanhuns.

A Terceira República - 1945 a 1964; a Quarta República - 1964 a 1985 e a Quinta República, esta em curso, tiveram os seus prefeitos eleitos pelo voto popular, não tendo ocorrido, nesses períodos, maiores mudanças no processo.

sábado, 29 de julho de 2017

POLO DOMINGUINHOS - NONA NOITE (VOLUME I)

Última noite do Palco Dominguinhos. Cheguei à Esplanada. Vejo-a cheia. Aos milhares. No palco, a garanhuense Andrea Amorim. Ela que me encantou outro dia no Festival  Dominguinhos, cantando forró. Não sabia que cantava. Sabia que cantava Rock, Bossa Nova. Forró, não! Ela, portanto, eclética, musicalmente. Gigante, no Palco. Com presença, nele, que poucos têm. Magnífica. Exuberante. Em seguida, Jr. Black, Spok Frevo Orquestra, Zé Ricardo com participação especial de Sandra de Sá e Fernanda Abreu.

“Vamos ao Palco do Forró assistir a ‘Banda Coruja e seus Tangarás’, que vão varar a madrugada?” - perguntaram-me. Disse-lhes: “Estão brincando! Depois do Som na Rural, Palco Cultura Popular, Palco Pop, Palco Instrumental. Agora, Palco Dominguinhos, vocês ainda querem ir ao Palco Forró?” Devolveram: “É que ainda há tempo para assistirmos a ‘Azulinho’ e a ‘Banda Coruja e seus Tangarás’.”

Esse é o Festival de Inverno de Garanhuns. Como tenho referido: imenso, denso... Não em vão o “Maior da América Latina”. Que precisa ser distendido para dar azo a que todos o conheçam em sua plenitude. Para que todos possam melhor presenciá-lo, aproveitá-lo, vivê-lo... E, daqui, partirem pensando em voltar em sua próxima edição.   

Não tenho o menor fiapo de dúvida sobre o que tenho referido, faz anos. Distender o Festival. Prestigiar o turista. Que quer uma distinção. E é tão pouco: um espaço, posto que opcional. Assim, pagando pelo uso dessa opção. Chegou a hora, portanto, de se procurar prolongar o FIG, para que seja mais bem presenciado, aproveitado, vivido... Sobretudo, por quem aporta à nossa cidade para assisti-lo. E desse público, Garanhuns e Pernambuco, muito precisam. 

Sendo assim, chegou a hora de se procurar distinguir aqueles que vêm de fora com um espaço a eles opcional. São turistas de Recife, João Pessoa, Natal e Fortaleza, pelo norte. São turistas de Maceió, Aracaju e Salvador, pelo sul. Diria de todo esse Norte e Nordeste brasileiros que, para as montanhas acorrem, na busca do frio garanhuense, e atraídos para assistirem, ao vivo, a shows de qualidade.

Como referido pela produtora Priscila Melo na “Plataforma FIG”, que veio para ajudar a azeitar a cadeia produtiva da música independente no Brasil: “São dezenas de artistas circulando durante dez dias na cidade, que nem sempre sabem encontrar o caminho mais rápido para sua música escoar da melhor forma no mercado. Queremos encurtar essas pontes.” 

Já referi nessas linhas sobre essas noites do FIG - Palco Dominguinhos. Mas, vale a pena repetir as palavras de Zé Ricardo, que é um dos curadores do Rock in Rio ao cabo da “Plataforma FIG”. Disse ele: “O FIG nos faz pensar e até repensar os nossos próprios projetos. Ou seja: essa iniciativa do FIG é fundamental para o futuro da música. Quem pensa em música de qualidade, quem pensa realmente em uma entrega para o público de conteúdo, não só de uma entrega superficial, precisa estar trocando, se atualizando e aprendendo com seus colegas de produção”. (grifamos)

Vamos, portanto, ficar atentos. O FIG - XXVIII Edição, desde já, começa a ser pensado. E, oxalá, acolhidas aquelas providências, que vêm ao encontro de sua melhora e de sua grandeza. E todos as queremos.    

O FIG, Edição XXVII foi sucesso. Já dizia em seu lançamento, em Recife: apesar dos tempos difíceis em que vivemos no Brasil, Pernambuco, com competência, fará, um grande Festival, senão o Festival de seus sonhos. Até em homenagem à sua história, em respeito às edições passadas do Festival de Inverno de Garanhuns. Hoje, consolidado, eterno como Patrimônio Cultural e Imaterial de Pernambuco. 

sexta-feira, 28 de julho de 2017

POLO DOMINGUINHOS - OITAVA NOITE (VOLUME I)


Hoje, sexta-feira (28), milhares aportam a Garanhuns para sentir o melhor clima do Brasil. Marcar presença no “Maior Festival Multicultural da América Latina”. Afinal, só temos hoje e amanhã. Alguns me perguntam: “Melhor clima do Brasil”? “Maior Festival Multicultural da América Latina?” Respondo a todos, invariavelmente, com outra pergunta. “Tudo bem! Vocês me perguntam. Eu respondo, também perguntando: se Garanhuns não tem o melhor clima do Brasil, que outra cidade de nosso país, tem? Se não somos o ‘Maior Festival Multicultural da América Latina’ em que cidade, daqui ou de alhures, se faz o maior?” Todos silenciam. Donde eu concluo que somos mesmo. E, quem nos conferiu esse título não fora o orgulho ou o amor garanhuense, não! Até porque não o poderiam um ou outro, por si só, conferir a Garanhuns essa reputação. Fora gente de fora. Gente que conhece de Festivais. De todo o país. Do ramo. E que vivem deles. E para eles. Fazendo deles seu ofício. Em seus dias a dia. 

Cabe-nos, portanto, enquanto garanhuenses, ficarmos orgulhosos desse título, que confere notoriedade à nossa cidade, e que eleva a nossa autoestima. Daí, porque devemos zelar por ele, porque nos cabe defendê-lo. 

Apontar deficiências? Sim! Sem problemas. Sugerir melhoras? Sim! Mas, claro, tudo na perspectiva de se aperfeiçoar o nosso FIG, a fim de que se mantenha como orgulho de Garanhuns, e se conserve como o maior produto cultural de Pernambuco. Para que aconteça, sempre. E melhor. E maior. Cada vez melhor. Cada vez maior. Inquebrantável. Eterno...

Será que esses que atiram contra o Festival de Inverno de Garanhuns - e deles me permito dissentir - souberam e estiveram presentes na “Plataforma FIG”? Que durante dois dos atuais dez dias do FIG, reuniu os maiores produtores nacionais de Festivais e discos com artistas para debater sobre o assunto que contou, inclusive, com a presença, dentre outros, de Melina Hickson, André Paulo, Gutie e Jarmeson Lima, na quarta-feira (26). Ainda de Fabrício Nobre, Paola Wescher, Márcio Caetano e Zé Ricardo, na quinta-feira (27), curador do Palco Sunset, do Festival Rock In Rio, e que, a propósito, ao cabo da “Plataforma FIG” declarou: “O FIG nos faz pensar e até repensar os nossos próprios projetos. Ou seja: essa iniciativa do FIG é fundamental para o futuro da música. Quem pensa em música de qualidade, quem pensa em realmente uma entrega para o público de conteúdo, não só de uma entrega superficial, precisa estar trocando, se atualizando e aprendendo com seus colegas de produção.” (grifamos)

Que realces caberiam sobre a sentença de Zé Ricardo, e de todos na “Plataforma do FIG”? Penso:

A1. Sem dúvida, a sua estada e de todos esses nomes da música em Garanhuns teria valorizado o nosso Festival; 

A2. As suas declarações foram muito importantes para Garanhuns e colocou o FIG nas páginas nacionais; 

A3. O respeito que tiveram ao que fazemos em termo de festivais em Pernambuco e, particularmente, em Garanhuns; 

A4. A relevância de suas palavras ao dizer que vai “pensar e até repensar os nossos próprios projetos.” (grifamos)

Muito forte o que fora referido e igualmente muito honroso para Pernambuco e para Garanhuns, não? Que ficam na certeza de que estamos no caminho certo.    

O nosso Festival de Inverno é imenso e denso... E a nós, confere um sentimento de que devemos ficar unidos para defendê-lo como um grande espetáculo. E, como tal, estamos a defendê-lo, por certo como um grande produto que alavanca nossa economia. Daí nessas linhas a minha insistência. Que não me é mais exclusiva. É de milhares de garanhuenses, de pernambucanos, de todos.

Com efeito: 

B1. Chegou a hora de se procurar alongar o FIG, para que seja melhor presenciado, aproveitado e vivido. Por todos que chegam a nossa cidade, nesse período. E desse público muito precisamos.

B2. Chegou a hora de se procurar prestigiar aqueles que vêm de fora com um espaço a eles reservado. 

A ideia, com a distensão do FIG, é ocupar seu palco principal somente nos finais de semana - sextas e sábados - com os artistas que, hoje, o FIG comprime nos dez dias. E, durante os dias das semanas - domingos às quintas-feiras - artistas locais e regionais. Tudo normal nos demais palcos, oficinas, filmes, peças teatrais... Aliás, já presentes no atual modelo. 

Com esse formato, manteríamos Garanhuns efervescente durante todo o mês de julho. Como em Gramado e Campos do Jordão, em seus Festivais de Inverno e em seus Natais. Como vem ocorrendo em nossa cidade, já na sua IV Edição - 52 dias, com 08 finais de semanas.   

Mas, nessa sexta-feira (28), oitava noite do Palco Dominguinhos, por ele passaram Kiara Ribeiro, Grupo Terra, Gerlane Lops, Mariene de Castro e Mart’nália. Nomes que encantaram a todos os presentes na Esplanada. E esta cheia. Cheiíssima! E vibrando com a noite que perseguia a madrugada e que, bem devagarinho, chegava, saudando a todos, com sua neblina e garoa, que só Garanhuns tem. E, muitos, ainda a comentar o que teriam visto no Palco Cultura Popular, desde as 12 horas; nos Palcos Pop e Instrumental, desde as 17 horas e nos palcos Mamulengos e Pontos de Cultura, além do Palco Erudito, desde as 16 horas, este na nossa Catedral. Mas já de olhar no Palco Forró, a partir das 23 horas. Tudo como prenúncio de final, que já apertava a garganta de muitos, deixando-os a dizer, uníssonos, posto que, baixinhos: “Ah! Eu quero mais!” Esse mais seguido da pergunta: “Por que acaba amanhã? Por quê?”

quinta-feira, 27 de julho de 2017

POLO DOMINGUINHOS - SÉTIMA NOITE (VOLUME I)

Ontem, vi gente (muita!) dizer que a saudade já lhe batia porque o FIG chegava ao seu final. Só temos essa sexta-feira e amanhã, sábado.

O Festival foi muito bom. Aliás, está sendo muito bom. Alguém poderia dizer: deve ser melhor. Mas claro! Sempre haverá alguém querendo mais. Mas todos querem a sua melhora e ele vai melhorar ao longo de suas edições. 

Na próxima Edição, a XXVIII. E assim por diante. E sempre. Todo ano.  Porque já é do calendário turístico de Pernambuco, sendo o seu melhor e maior produto cultural. “Mas e o carnaval de Recife e Olinda?” - alguém me pergunta. “O carnaval é outra conversa.” - respondo.  

O FIG tem outras características. Tem seus encantos próprios e exclusivos. Só dele. A começar pela cidade, palco de seus palcos - Garanhuns. Assim, tem o FIG, a sua condição de multicultural.  Inesgotável. Singular. Não existe nada igual em Pernambuco e, acredito, no Brasil. E, se existe alguma manifestação parecida, longe de se comparar.  O FIG, portanto, está consolidado. É nisso que temos de apostar. Ombreando-nos às autoridades que o promovem, com carinho e dedicação. 

Claro que esse ombrear não nos impede de colocarmos nossas sugestões, a guisa de contribuições, no sentido de desejarmos melhorá-lo e torná-lo mais forte. O que não se pode é fazê-lo arrefecer. Ou contribuir para esse estado, com colocações inoportunas, indevidas, injustas... Agora, que ele precisa melhorar, todos sabemos. Ser menos imperfeito. Porque perfeito, mesmo, jamais o será. Que nos demos as mãos, portanto.

Mas ontem, no Palco Dominguinhos, a Esplanada estava repleta. Milhares foram assistir de Mourinha do Forró a Chico César, este último, já começo de madrugada dessa sexta-feira, de Lucy Alves e tantos mais. Foram espetáculos maravilhosos, sobretudo os shows de Lucy e Chico. Arrasaram...  

Palco Dominguinhos à parte, ouvi de muitos a beleza que teria sido o “Programa Virtuosi”, apresentando “Compositores Russos”, com Kristina Miller, no piano, e “Tributo a Chopin”, com Victor Asuncion, no piano, nessa segunda-feira (24); “Grupo Instrumental Brasil” e “Duo Paula Bujes & Pedro Huff” nessa quinta feira (27), e a “Orquestra Jovem de Pernambuco”, nessa sexta-feira (28), com a participação de Edson Cordeiro, contra tenor e Rafael Garcia, regente. 

Verdadeiros espetáculos que encheram de alegria e felicidade àqueles que estiveram presentes na Catedral Diocesana de Garanhuns.  

Mas, antes, na sexta-feira (21), tivemos a “Orquestra de Câmara de Pernambuco”; no sábado (22), “Danilo Brito”; no domingo (23), a “Orquestra de Câmara de Pernambuco” com o “Coro de Câmara do Conservatório Pernambucano de Música”; na terça-feira (25), “Show em Casa com Luiz Eça” e na quarta-feira (26), Sá Grama.

Programação magnífica. Que glorifica o Festival de Inverno de
Garanhuns, e o coloca, com justiça, no patamar do “Maior Festival Multicultural da América Latina”. 

Mas, hoje, sexta-feira (28), voltaremos ao Palco Dominguinhos para conferir sua Sétima Noite. Que abre com Kiara Ribeiro e vai a Mart’nália, já madrugada de sábado, passando por Grupo Terra, Gerlane Lops e Mariene de Castro. Mas ainda tivemos e teremos nessa sexta-feira (28), o Palco Pop, arrasando; o Palco Som na Rural, encantando; o Palco Cultura Popular, maravilhando; o Palco do Forró, arrastando, e o Palco Mamulengos e Pontos de Cultura, alegrando.

Sem dúvida, será uma noite de esplendor em Garanhuns. Sim, sem nenhum fiapo de dúvida. E viva o imortal Festival de Inverno de Garanhuns!            

quarta-feira, 26 de julho de 2017

POLO DOMINGUINHOS - SEXTA NOITE (VOLUME I)

“Olhe eu aqui de novo!”, disse à galera ao chegar ao Palco principal do FIG - Dominguinhos. Vi muitos animados por conta de Belinha Lisboa, Arthur Espíndola, Lia Sophia e Pinduca e Fafá de Belém. Todos do Pará. Aí, Fafá diz com aquele vozeirão dela: “Sou do Pará e do Brasil!”. Mas é claro. De há muito. Muito mesmo. Penso até que de antes das “Diretas Já”. E, nestas, ela era a estrela. Quem sabe como ficavam Ulisses, Tancredo, Fernando, Marcus, André, Lula, Covas...? Enfim, todos, se Fafá era a maior. A que mais se destacava. Também, pudera... 

Mas o que é melhor para o FIG? Como melhorá-lo? Essa pergunta é recorrente em todo lugar. E, em particular, por razões óbvias, em Garanhuns.

O FIG terá que ser no que respeita ao Palco Dominguinhos, em quatro finais de semana com as atrações agendadas, hoje, para os dias a dia dos atuais dez dias. Agora, essas atrações têm que ser contratadas e anunciadas com antecedência, que não poderá ser de pelo menos 90 dias antes da abertura do Festival. 

Com isso, evitaríamos os desperdícios que têm ocorrido por esses dias. 

O FIG também precisa criar um espaço para o turista. Que é a sua maior cobrança, depois da distensão do Festival. 

De domingo à quinta, o FIG teria que prestigiar os artistas da nossa região, que são muitos e bons. 

Seria o modelo das Festas de São João de Caruaru e de Campina Grande. São festejos de 30 dias, mas com atrações de renome somente em finais de semana - 04. É também esse o modelo dos Festivais de Gramado e Campos do Jordão. Que fazem seus festivais com 30 dias de efervescências, mas só com quatro finais de semanas de apoteoses. 

Penso que seria esse o modelo adequado que se poderia adotar em Garanhuns, até para conferir outra roupagem ao Festival.
No mais, é de se manter os demais palcos - sete. As oficinas, o teatro, o cinema... Enfim, tudo agendado dentro dos 30 dias com quatro finais de semana dentro. 

O retorno econômico, inegavelmente, seria muito maior. E o FIG persegue esse objetivo. Por saber do impacto que tem na economia, com 52 de seus segmentos beneficiados - do flanelinha ao micro, pequeno e médio empresários. E também o grande. 
Mas, ontem, Fafá disse alto para que veio, fazendo um grande show. Indo ao encontro do público, fazendo-o cantar com ela. Despojada. Valente. Com sua voz espetacular. Então, quando cantou “Vermelho”, foi uma loucura. 

“Meu coração é vermelho/ Hei! Hei! Hei!/ De vermelho vive o coração/ He Ho! He Ho!/ Tudo é garantido/ Após a rosa vermelhar/ Tudo é garantido/ após o sol vermelhecer/ Vermelhou o curral/ A ideologia do folclore/ Avermelhou!/ Vermelhou a paixão/ O fogo de artifício/ Da Vitória vermelhou.” 

Noite inesquecível a de ontem. No mínimo, por Fafá pertinho do público que com ela, cantava.  Ela, exposta à chuva e ao frio de Garanhuns, com sua sombrinha na mão e com um vestido colorido que tinha tudo a ver com o XXVII Festival de Inverno de Garanhuns. Eterno. Consagrado. Inquebrantável.