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sábado, 19 de agosto de 2017

VULNERÁVEL (20.12.16) (VOLUME II)

Você não vai ficar na fila. Não! Nunca! Comigo, nunca! Porque você faz parte da obra. É um pouco sua inspiradora. E, como tal, teimosa, tenaz... Um pouco de seus personagens. E, como tal, brilhante. Um pouco de sua autora e diretora. E, como tal, imbatível. Em suma, em tudo, você, presente coadjuvando. 

Gosto de seu jeitão. Se já não a disse antes, disse a mim mesmo de há muito. E o fiz diversas vezes. Tantas vezes. 

Enfático, digo agora: Gosto de seu jeitão. De seu alto astral. De sua cabeça erguida. De seu otimismo. No que pese tudo. Ah! Tudo pensado, calculado... Dentro de suas medidas. 

“Só vou até aonde meus passos alcançam”, ouço-a dizer. Mas tudo sem embargo aos necessários avanços. 

Você passa pra gente felicidade, juventude, alegria... Diria ainda: coragem. E nos faz mais vivos, ativos e produtivos. Sabe afagar seus amigos como ninguém. E a eles você surpreende como nos surpreendeu com essa foto em sua casa. Que lindo! Quase vertíamos lágrimas. 

Tenho sido muito instado às empresas. Você e alguns amigos de fé, têm-me provocado quase em sintonia. A vocês tenho referido: será que terei fôlego para enfrentá-las?  Mas... Você, todos, ou quase todos, insistem. E dizem que acreditam em mim. Digo a você, e a todos, primeiro a meus botões: Negócio fechado! Vou fazê-lo! Já estou fazendo. Sou vulnerável aos pedidos de meus amigos. E, se “mangarem” de mim, já estou com a resposta na ponta da língua: Não tive coragem de dizer “não” aos amigos. Que “manguem” de mim. Pior dizerem que não atendi aos amigos. 


Assim, aprovado o programa da empresa, e ainda sem data definida, mas já com seu título acertado, eis-me com meu blog “Linha e Linhas”. E se vier, no futuro, a editá-las, que tenha o título de “Linhas e Linhas das Redes Sociais”.   

Alguém lerá? Ah! Que pelo menos venham a folheá-lo. Já me distinguirá.  

Sim, a cada mês ou dois, eu, você e todos os amigos, estaremos em algum lugar, juntos, brindando à teimosia e à tenacidade e, eu, dizendo aos presentes que não tive coragem de dizer não aos amigos. 


Negócio fechado! Que pelo menos não “manguem” tanto de mim. É. Sou realmente vulnerável aos amigos. A eles nada sei negar. 



sexta-feira, 4 de agosto de 2017

PALADINOS DE QUEM PRECISA (29.09.2006) (VOLUME II)

Claro que em poucas linhas não podemos falar tudo desse Movimento fantástico que é o Leonismo Internacional. Às vezes, penso na imensidão que é o Lions Clubes Internacional, com quase 100 anos de existência. É tão grande que tem sido a razão de a grande maioria ou a totalidade de seu exército de homens e mulheres, nele viverem gratificados e agradecidos a Deus pelo ensejo que tiverem algum dia, de ingressarem em seus quadros.  

A palavra que mais escutava no Lions nos meus primeiros anos de Leão era “gratificante” “O que fizemos lá na creche fora muito gratificante.” Ainda: “A visita que fizemos, ontem, a comunidade, deixou-nos muito gratificados.” E por aí vai. E você a se perguntar do por que dessa sensação? Dessa magia... A resposta você só terá quando colocar a “mão na massa”. Ou seja, for cumprir sua missão voluntária e desinteressada no Movimento. 
     
Um exemplo que registramos nessas linhas está no que o Movimento vem fazendo no Hospital das Clínicas do Recife, chegando-se ao ponto de triplicar o acolhimento de pacientes na sua área oftalmológica e promovendo um investimento de cerca U$ 100 mil, em aquisições de uma série de equipamentos que aquele Hospital estava a precisar. 

Naquele hospital, além de contarmos com um Companheiro Leão, que cuida pessoalmente do comando desses atendimentos, ainda dispomos de uma equipe de Companheiros e Companheiras do Lions, cuidando desses atendimentos em todas as áreas do hospital, através de um permanente trabalho voluntário - ideário Leonístico - sob a coordenação da Companheira Virgínia, esposa do nosso ex-governador Luiz Carlos Feitosa.

Além dos recursos carreados para o Hospital das Clínicas do Recife, também foram carreados para os Hospitais das Clínicas das cidades de Natal, João Pessoa e Salvador, cerca de U$ 300 mil. Nesses Hospitais o nosso serviço voluntário é presente. De maneira também permanente e firme.

Ainda na área da oftalmologia, estamos construindo o “Hospital de Olhos”, para atender a população da região de São Gonçalo do Amarante e de todo o Estado do Rio Grande do Norte. A empresa tem a participação do Instituto Banco de Olhos dos Lions Clubes daquele estado, iniciativa audaciosa do Movimento Leonístico Nordestino, que conta com a supervisão do nosso vice-presidente e futuro presidente Internacional Jimmy Ross.

Projeto permanente como o “Pequeno Nazareno”, que tem a coordenação do ex-governador Edward Lago de Macedo, também mereceu investimento da nossa Fundação Lions, da ordem de U$ 135 mil.
Projeto permanente como a “Nossa Escola”, junto aos cegos e as nossas crianças da cidade do Recife, com a doação da bengala branca para os nossos cegos e cuidando da visão de nossas crianças, sob a coordenação dedicada da Companheira Tereza Falbo.

Projeto permanente como a “Escola Lions”, que cuida de mais de 2.700 crianças e adolescentes na nossa cidade de Garanhuns, todas elas portadoras de necessidades especiais.    

“Quem conhece o Pequeno Nazareno, lá em Itamaracá, chora, não se sabe se pelas crianças resgatadas das ruas e a caminho da recuperação, sobretudo do Recife, ou se por verem o amor com que as trata esse casal bonito, Edward e Marisa.”, disse-me outro dia, o nosso Governador Paulo Nunes. 

Ações humanitárias no mundo. Ou em quase todo mundo. Já dissemos: estamos em 200 países desse “Mundo Plano”, na feliz expressão de Thomas Fridman, na sua monumental obra “O Mundo é plano”.

E se as distâncias não mais existem - aí está a internet, a telefonia celular, a rede de fibra óptica mundial... E se os homens e mulheres do mundo não perderam a sua capacidade de amar ao próximo - ai estará o Lions Clubes Internacional para dar-lhes as mãos, e dizer-lhes que estamos prontos para, juntos, construirmos um mundo melhor.   

Mas o trabalho do Lions continua. Ele está, hoje, se preparando com seu exército de voluntários para realimentar seus recursos financeiros, porque a previsão para 2020 é no sentido de que a população cega no mundo passará para 74 milhões de pessoas e o número daqueles que sofrem de baixa visão dobrará para 250 milhões de pessoas.

Daí a meta do Movimento Leonístico: alcançar um caixa mínimo de U$ 150 milhões, através de seus Leões. Mas já em vista o desafio de reunir U$ 200 milhões para o combate a essa chaga.
Para esse combate, todos os Leões estão instados. Todos! Sem exceção. Porque todos são iguais. Todos são Companheiros e Companheiras.

Aqui, um exemplo a ressaltar: o Companheiro Jimmy Carter, ex-presidente da maior potência do mundo, os EUA, que aos 81 anos, em plena atividade na Etiópia, chefiava há pouco uma caravana de voluntários ao encontro de milhares de etíopes, sobretudo crianças, para salvá-los da chaga do tracoma. Que é - todos sabem - uma enfermidade dos olhos que causa a cegueira de muitas pessoas naquele país - preocupação da humanidade desde a época dos faraós. 



A esperança daquele povo era tamanha que suas crianças, adultos... Enfim, todos, cantavam, saudando os Leões sob a liderança do Carter:

“Não é muito tarde / Os olhos fechados se abrirão / Veremos a luz / Uma mulher disse a um Companheiro Leão: / Nem meus filhos, nem meu esposo / e nem meus vizinhos me ajudavam / Todos tinham vergonha de mim e me ridicularizavam”

Pessoas como essa mulher, Tazie Shiferaw, estão sofrendo com a dor e cegueira.

Graças ao Lions, através de cada um de seus membros espalhados pelo mundo inteiro e da sua Fundação, essas pessoas podem se sentir mais aliviadas. Vão poder enxergar ou enxergar melhor e ter uma melhor qualidade de vida. 

Por fim, atuais as palavras do nosso eterno líder e fundador de nosso Movimento, Melvin Jones: “Enquanto um homem na terra, ao chegar da noite, não tiver um lugar decente para repousar, justificar-se-á a existência dos Lions Clubes.”

quarta-feira, 7 de junho de 2017

CASAL ALEGRE E FIDALGO (VOLUME I)

“As portas estão escancaradas, desde ontem, Givaldo, para você e Emília. Tudo prontinho, prontinho... Geladeira cheia, com tudo que vocês gostam. E com toalhas novas e tudo, inclusive seu ‘Senador’, para um delicioso banho depois de uma viagem estafante e atenção à agenda a que vieram cumprir.”

Esse Paulo não tem jeito, Emília. Ele sempre se superando em fidalguia e alegria. A amizade e a bondade presidem as suas vidas. Dele e de Ruth.

“Ou vocês pensam que não sabemos que os amigos pisam os sagrados solos alagoanos? Se não aparecerem até o meu retiro e de Ruth à nossa alcova, já lhes disse: as portas estão escancaradas. Ver-nos-emos, amanhã, logo cedo, cedinho, no café.”


Foi assim que fomos saudados pelos amigos Paulo e Ruth, mal ultrapassadas as divisas de Pernambuco com Alagoas. Alagoas que eles dizem “forte, porque nascido de um pedaço de Pernambuco. Que é gigante”.

É assim esse casal. Vive a vida, intensamente, para seus filhos, sua família e amigos. Aos filhos se refere como “nossos tesouros”. Sempre nos dizem, e hoje nos repetiram: “Todos os dias, Givaldo, nós agradecemos a Deus pela família e pelos amigos que temos. E pela vida que levamos com paz e saúde.”

Fui vice-governador de Lions Clubes Internacional de Paulo. Com ele, aprendi muito. E com ele fizemos época em Lions. Construímos grandes e sadias amizades em Pernambuco, Alagoas e Sergipe. Amizades que, mais tarde, ajudaram-me muito, enquanto governador.

Não posso ir a Maceió sem estar com Paulo e Ruth. O radar deles detecta tudo. Como ele mesmo diz: “Tudinho num raio de 360 graus.” E não adianta querer voar mais baixo que seu radar. Porque o mesmo está atento na horizontal e na vertical.

Gosto muito quando eles falam que “Alagoas é forte por ter nascido de um pedaço de Pernambuco. Que é gigante”. A sentença é maiúscula. E, também, por certo, correta. E faz justiça a Pernambuco. Conquanto, na época, Pernambuco era a Capitania mais próspera do Brasil, seguida da Capitania de São Vicente. As ideias separatistas, todavia, da “Revolução Republicana” de 1817, levaram Dom João VI a criar, em punição a Pernambuco, a Capitania de Alagoas, tirando de Pernambuco essa parte, hoje, Estado de Alagoas, a partir de 15 de novembro de 1889, já com a República.