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quarta-feira, 9 de agosto de 2017

SONHO (14.01.2015) (VOLUME II

Animado. Mais animado. Mais animado? Não. Não entendo o “mais animado”. Logo eu, que sou sempre animado. Que estou sempre de bom humor. Porque sou homem de fé. De muita fé. Que carrego no coração. Porque fora assim que me ensinou minha mãe. Com seu olhar sério, é certo. Contudo, carinhoso. De quem ostentava inquebrantável fé. Muita fé. Indizível fé. Fé até em seus sonhos. Quem sabe, sobretudo, em seus sonhos. Conquanto, querendo-os reais. Exequíveis. 

Carregando todos os sonhos do mundo. Resguardo-me, todavia, na certeza de que não sou nada além dos sonhos que carrego comigo. Que alimento.   Que renovo. Sonhos renovados, portanto. Os mesmos. Mas renovados. Meus sonhos. Sonhos meus. E ai de mim não fossem eles. Porque me alimentam. Porque me reoxigenam. Porque renovam minhas esperanças. Apesar do tempo. Do tempo que flui. Esse mesmo tempo que, para muitos, envelhece. Mas que a mim, rejuvenesce. Porque vem de dentro de mim. Do coração. Que rejuvenesce. Da cabeça. Que se atualiza. Enfim, que em mim, levam-me à sensação de perseguir, sempre e sempre, o atual. O contemporâneo. Do dia. Novinho em folha. Que confere ausência ao passado. Mas que, dele, só como lição de vida. 



Saio da minha alcova... Do meu lar... Todos os dias, agradecendo a Deus pelo novo dia. Sim, novo dia. Todo novo. E com os versos de Fernando Pessoa na mente. Que guardo sempre: 

“Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso. 
Tenho em mim todos os sonhos do mundo.” 



Meu Deus, eu quero continuar sonhando. Sonhando e realizando. Mas sempre segundo as Vossas graças. As Vossas vontades. Mas sonhando e sonhando, enquanto a Sua infinita bondade o desejar. E desses sonhos só hei de desistir quando o Senhor os tirar de meu ser. Que nada mais é, senão, um depositário de Suas vontades.


quarta-feira, 7 de junho de 2017

CASAL ALEGRE E FIDALGO (VOLUME I)

“As portas estão escancaradas, desde ontem, Givaldo, para você e Emília. Tudo prontinho, prontinho... Geladeira cheia, com tudo que vocês gostam. E com toalhas novas e tudo, inclusive seu ‘Senador’, para um delicioso banho depois de uma viagem estafante e atenção à agenda a que vieram cumprir.”

Esse Paulo não tem jeito, Emília. Ele sempre se superando em fidalguia e alegria. A amizade e a bondade presidem as suas vidas. Dele e de Ruth.

“Ou vocês pensam que não sabemos que os amigos pisam os sagrados solos alagoanos? Se não aparecerem até o meu retiro e de Ruth à nossa alcova, já lhes disse: as portas estão escancaradas. Ver-nos-emos, amanhã, logo cedo, cedinho, no café.”


Foi assim que fomos saudados pelos amigos Paulo e Ruth, mal ultrapassadas as divisas de Pernambuco com Alagoas. Alagoas que eles dizem “forte, porque nascido de um pedaço de Pernambuco. Que é gigante”.

É assim esse casal. Vive a vida, intensamente, para seus filhos, sua família e amigos. Aos filhos se refere como “nossos tesouros”. Sempre nos dizem, e hoje nos repetiram: “Todos os dias, Givaldo, nós agradecemos a Deus pela família e pelos amigos que temos. E pela vida que levamos com paz e saúde.”

Fui vice-governador de Lions Clubes Internacional de Paulo. Com ele, aprendi muito. E com ele fizemos época em Lions. Construímos grandes e sadias amizades em Pernambuco, Alagoas e Sergipe. Amizades que, mais tarde, ajudaram-me muito, enquanto governador.

Não posso ir a Maceió sem estar com Paulo e Ruth. O radar deles detecta tudo. Como ele mesmo diz: “Tudinho num raio de 360 graus.” E não adianta querer voar mais baixo que seu radar. Porque o mesmo está atento na horizontal e na vertical.

Gosto muito quando eles falam que “Alagoas é forte por ter nascido de um pedaço de Pernambuco. Que é gigante”. A sentença é maiúscula. E, também, por certo, correta. E faz justiça a Pernambuco. Conquanto, na época, Pernambuco era a Capitania mais próspera do Brasil, seguida da Capitania de São Vicente. As ideias separatistas, todavia, da “Revolução Republicana” de 1817, levaram Dom João VI a criar, em punição a Pernambuco, a Capitania de Alagoas, tirando de Pernambuco essa parte, hoje, Estado de Alagoas, a partir de 15 de novembro de 1889, já com a República.