quarta-feira, 7 de junho de 2017

CASAL ALEGRE E FIDALGO (VOLUME I)

“As portas estão escancaradas, desde ontem, Givaldo, para você e Emília. Tudo prontinho, prontinho... Geladeira cheia, com tudo que vocês gostam. E com toalhas novas e tudo, inclusive seu ‘Senador’, para um delicioso banho depois de uma viagem estafante e atenção à agenda a que vieram cumprir.”

Esse Paulo não tem jeito, Emília. Ele sempre se superando em fidalguia e alegria. A amizade e a bondade presidem as suas vidas. Dele e de Ruth.

“Ou vocês pensam que não sabemos que os amigos pisam os sagrados solos alagoanos? Se não aparecerem até o meu retiro e de Ruth à nossa alcova, já lhes disse: as portas estão escancaradas. Ver-nos-emos, amanhã, logo cedo, cedinho, no café.”


Foi assim que fomos saudados pelos amigos Paulo e Ruth, mal ultrapassadas as divisas de Pernambuco com Alagoas. Alagoas que eles dizem “forte, porque nascido de um pedaço de Pernambuco. Que é gigante”.

É assim esse casal. Vive a vida, intensamente, para seus filhos, sua família e amigos. Aos filhos se refere como “nossos tesouros”. Sempre nos dizem, e hoje nos repetiram: “Todos os dias, Givaldo, nós agradecemos a Deus pela família e pelos amigos que temos. E pela vida que levamos com paz e saúde.”

Fui vice-governador de Lions Clubes Internacional de Paulo. Com ele, aprendi muito. E com ele fizemos época em Lions. Construímos grandes e sadias amizades em Pernambuco, Alagoas e Sergipe. Amizades que, mais tarde, ajudaram-me muito, enquanto governador.

Não posso ir a Maceió sem estar com Paulo e Ruth. O radar deles detecta tudo. Como ele mesmo diz: “Tudinho num raio de 360 graus.” E não adianta querer voar mais baixo que seu radar. Porque o mesmo está atento na horizontal e na vertical.

Gosto muito quando eles falam que “Alagoas é forte por ter nascido de um pedaço de Pernambuco. Que é gigante”. A sentença é maiúscula. E, também, por certo, correta. E faz justiça a Pernambuco. Conquanto, na época, Pernambuco era a Capitania mais próspera do Brasil, seguida da Capitania de São Vicente. As ideias separatistas, todavia, da “Revolução Republicana” de 1817, levaram Dom João VI a criar, em punição a Pernambuco, a Capitania de Alagoas, tirando de Pernambuco essa parte, hoje, Estado de Alagoas, a partir de 15 de novembro de 1889, já com a República. 

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