Amiga alagoana. Como sempre a saúdo: pedaço da gente pernambucana, punida por Dom João VI pela insurreição precoce, para uns, e por querer dividir o Brasil, para outros, e, nestes, eu me incluo. E aplaudo Dom João VI. Pelo Brasil e por Alagoas.
Foi festa para ninguém botar defeito. Tudo perfeito e acabado até em reverência a sua exitosa trajetória. Que foi cantada e contada, na ocasião, por tantos parentes e amigos. Estes, inclusive do Lions Clubes Internacional. Sob grande emoção de todos. Muitos vertendo água dos olhos. E com aquela expressão que sempre digo: “sem nenhum fiapo de dúvida”, ante os depoimentos.
Mulher leal, forte, corajosa, dinâmica, inteligente... Detentora de magnífico currículo e digna da admiração de todos. “Eu sou aquela mulher que escalou montanhas, removendo pedras e plantando flores”. Parece que Cora Coralina escreveu essas palavras para que Rosineide as pronunciasse para todos nós.
Ontem, debaixo de chuva, saí de Garanhuns para Maceió, dizendo a mim mesmo: “Jamais, em hipótese alguma, perderia o aniversário de minha amiga Rosineide, que tanto queremos pela amizade de verdade que temos a ela e ao amigo imortal Djalma, que tanto me estimula... Ah! Não! Não perco!” E não perdi, com as graças do Senhor.
Mas, confesso, ao adentrar nos “Salões do Resplendor”, tomei um susto. Não era uma simples festa de aniversário. Era uma grande efeméride em homenagem a Rosineide. Efeméride que durou todo ou quase todo o dia de ontem.
Também pudera... A história que fizera em Maceió. A história que fizera muito antes de aportar em Maceió, até sua ascensão à condição de gestora da Educação em seu Estado, a credenciara na vida a ponto de, sem exagero, poder repetir Cora pelo resto de seus anos que hão de estar muito longe.
Quando a gente pensava que a efeméride chegava ao seu desfecho, eis que surge Rosineide, ao som de “Garota de Ipanema”, levando ao delírio todos os seus parentes, amigos e amigas. Parecia a própria. E eu não teria exagerado. Nem alguns. Nem muitos.
Aos meus botões, a respeito dela, eu dizia: “Não faz muito tempo, dava-lhe semblante de 4.0 e corpo de 5.0”.
Ontem, no entanto, apaguei tudo o que dizia.
Quando a vi cantando e dançando “Garota de Ipanema”, do grande Vinicius, com melodia de Tom, em homenagem a Helô, corri para dizer a muitos: “É a própria. É a própria!”. Mas a própria tinha, na época, 17 aninhos. A nossa, que adentrava tudo nos fazia apostar que beirava seus 3.0, mas tão formosa quanto a Helô Pinheiro da época. Esta, hoje, já com mais de 70.
Morri de emoção. Morreram todos e todas ou quase todos e todas de emoção. Vertendo lágrimas dos olhos pela emoção e alegria incontidas.
Tive piedade dos Amigos e Companheiros Marcelo, Romany, Arnóbio... Também das Amigas e Companheiras Tereza, Luciana, Cristina... Cedi-lhes meu lenço.
De lá saí, já tarde, quase de quatro, porque o casal, de olho no meu copo, não me dava trégua.
No dia seguinte, ainda sentindo o que vivenciara no dia anterior, liga a minha “Garota de Ipanema” para Emília e sentencia: “Vou passar aí, no Ritz, para sairmos para jantar. Avise a Givaldo. E ponto final.”
Fomos! Fazer o quê?


Nenhum comentário:
Postar um comentário