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quinta-feira, 17 de agosto de 2017

PEQUENOS GESTOS (22.08.2016) (VOLUME II)

Outro dia, ouvi de um amigo: “Datas passam. Dias passam. Aniversários passam. A vida passa...” Contudo, nada se leva senão o melhor gesto, a lembrança mais doce, o toque da mão mais amiga no ombro, a frase entrecortada no olhar daqueles que nos rodeiam invadidos da sinceridade. 

Na minha posse, na Secretaria de Cultura de Garanhuns, eu começara minhas palavras citando Cecília Meireles: 

“Basta-me um pequeno gesto,
Feito de longe e de leve, 
Para que venhas comigo
E eu para sempre te leve”.

É que o gesto da minha cidade, que me convidara ao trabalho, faz anos, não me permitiu dizer não, e lá iria eu dar a minha pequena contribuição à cultura da “Cidade de Simôa”.

Fora o que me ocorreu dizer, ontem, no evento que marcou o início das comemorações dos primeiros dez anos do Lions Clube de Garanhuns Cidade das Flores. Que fundamos, enquanto governador do Distrito - Pernambuco, Alagoas e Sergipe.  E que me confere tanta satisfação e prazer por ver, hoje, que não teria sido em vão a minha luta naquela empresa. Minha e de tantos e tantas Companheiros e Companheiras, na busca de atrair pessoas para aumentar o potencial de nossos serviços. Única razão de nossa existência.


A todos que nessa caminhada fizeram valer as palavras do fundador do Leonismo, quero lembrar o que dissera William Shakespeare: “A gratidão é o único tesouro dos humildes”. E dizer que “Você não pode ir muito longe, enquanto não começar a fazer algo pelo próximo”, ensina Melvin Jones. 




quarta-feira, 2 de agosto de 2017

MINHA MÃE (10.07.2006) (VOLUME II)

Sempre penso em minha mãe. Nisso, todavia, não sou único. Com certeza, todos trazem na memória algumas passagens sobre aquelas que lhes trouxeram ao mundo. Os momentos felizes vividos. Os sonhos que com elas tiveram. Os momentos difíceis vivenciados. Estes, somente muito depois, reconhecidos. Enfim, o amor típico de mãe - amor materno. Forte. Muito forte. Excitante. Muito excitante. À nossa vida. 

“Excitante essencial da glória e dos grandes amores”, na feliz definição de Drummond. 

Penso que sem esse amor, amor materno, não teríamos alçado patamares em nossas vidas - da tenra idade a idade adulta. E, em cada um deles, sobretudo nos primeiros, com forte presença de nossas mães. Atentas. Vigilantes. Observadoras. Nesses estágios de nossas vidas. 

Felizes aqueles que tiveram essa mão protetora ao tempo desses caminhos e descaminhos, que compõem nossas jornadas.

De uma estou certo: nada nesse mundo que porventura venhamos a fazer poderá ser entendido por nossas mães como contributo ao que delas recebemos no passado, ainda na tenra idade, ou ao longo de nossas vidas, em quaisquer dos seus patamares. E isso porque, delas, recebemos desmedido e incondicional amor. Amor materno. Que não tem preço.  

Tenho dito: eu tive. E felizes dos homens e das mulheres desse mundo que também o tiveram. Que cuido, muitos! Indizíveis... E que trazem em suas memórias registros sublimes; passagens maravilhosas... Todos, ao lado de quem nos trouxera ao mundo. E que hoje excitam nossas vidas, tornando-as melhores, mais fraternas e mais humanas. E nos permitindo dizer “Obrigado, minha mãe. Obrigado, minha luz. Sem a senhora... Sim, sem a senhora, com seus gestos de bondade, de carinho, de amor... Talvez minha jornada não fosse essa. Do bem, do amor, da caridade, da decência, da dignidade...”

Costumamos dizer: “Minha mãe fora uma heroína!” Também digo da minha mãe, quando entro no túnel do tempo. E o faço sempre. Sobretudo, para reviver passagens de minha infância, pré-adolescência e adolescência. E dessas, com ela, guardo muitas recordações.    

Tenho uma amiga no Leonismo a quem digo que jamais vou esquecer seu nome. Outro dia ela me perguntou: “Por que, Givaldo, você sempre diz que não vai esquecer o meu nome?” Eu respondo: “Por várias razões.” A primeira, e mais importante é que você leva o nome de minha mãe: Eulália. A segunda, não menos importante, é que você foi esposa de um grande amigo meu - Elton. Como vou poder esquecer o seu nome, Eulália? E depois, você é muito parecida com minha mãe. No jeito de ser - simpática, amável, cordial... Disposta e, sobretudo, disponível. Também, elegante e vaidosa. Sempre pronta para fluir com sua agenda. Depois, Eulália, deixa-me muito feliz ver a viúva de Elton, erguendo a bandeira, que fora a razão de ser de sua vida. Ou pelo menos uma das razões. Minha admiração por você é grande. Muito grande! Como posso esquecer seu nome diante de tantos registros?”