domingo, 23 de julho de 2017

POLO DOMINGUINHOS - TERCEIRA NOITE (VOUME I)

Ninguém acima da Lei. Malfeitores, longe do povo, que não suporta mais malfeitos.” A gente elege para eles gerirem os tributos que pagamos (e estes são altos). E colocam suas mãos neles, em detrimento de sua correta aplicação. Só há um remédio: cadeia neles. Seja de que partido forem. Impiedosamente. Até porque eles teriam sido impiedosos com quem lhes outorgara confiança. Queremos, portanto, um Brasil justo. Fecho com Sérgio Mamberti. Fecho com quem prega justiça aos malfeitores da população. 
  

Mas, nesse domingo de Festival, saí para dar uma volta na cidade. Sentir o seu clima gostoso. Contemplar a sua beleza.  Conferir, ao lado de amigos, aquilo que os milhares de turistas estão achando de nossa cidade. De nosso Festival, através de seus palcos. Dos nossos serviços à sua disposição. Da real hospitalidade garanhuense... Eles que, espontânea e, satisfatoriamente, aportam em nossa cidade como para dizerem que, realmente, o Festival de Inverno de Garanhuns, já na sua XXVII Edição, é “O Maior Produto Cultural de Pernambuco”. 

Não seria exagero em dizer que não registrei nenhuma ou quase nenhuma reclamação relevante por parte de tantos com quem conversei. Afora algum

A ideia, sempre presente, é a de se estendê-lo, a fim de que possa ser mais bem aproveitado por seus apreciadores. Ensejando-os contemplar bem melhor todos os seus palcos - além do Palco Dominguinhos, o Palco Cultura Popular, o Palco Pop, o Palco Instrumental, o Palco Mamulengos, o Palco Forró, o Palco Música Erudita e o Palco Som na Rural. 

Mas, nesse domingo, a Esplanada estava cheia. De Cafuringa e Banda a Zeca Pagodinho, passando por Donas, Zé Brown, Ifá. Foi, mais uma vez, uma bela noite. Sem falar do encanto de todos com o pagode do Zeca.

sábado, 22 de julho de 2017

POLO DOMINGUINHOS - SEGUNDA NOITE (VOLUME I)

“De novo na Esplanada?”, perguntaram-me. “De novo? Já? Mais uma vez?”, arremataram. “Mas se são dez noites. Tenho que estar nas dez noites. É assim que venho fazendo desde os primeiros. Sim, desde 1991!”, respondo. E digo: “O FIG não se limita só a essas dez noites, não. Na verdade, são dez dias e dez noites. Essas noites que tanto valorizamos não são os únicos espetáculos do FIG, não. Como se fossem só elas. Mas não são só elas, não. Temos palcos por todos os lados. Inclusive à noite, além do Palco Dominguinhos, temos o Palco Cultura Popular, o Palco Pop, o Palco Instrumental, o Palco Mamulengos, o Palco Forró, o Palco Música Erudita e o Palco Som na Rural. 

Outro ano, numa dessas XXVII edições, disse a mim mesmo: “Vou estar presente em todos os palcos. Todos”! Quase que viajo para o além, e não consegui visitar nem a metade. Eu disse: “visitar”.

Por essa, e outras, o nosso FIG é multicultural. Todas as linguagens. Todas! E não tem essa de você comprar ingressos para poder se fazer presente, não. Tudo às nossas mãos. Tudo!      

Agora, eu pergunto: eu, você, enfim, todos nós... Nós podemos continuar assim? Vendo o FIG sendo mal aproveitado por milhares que vêm de longe para vê-lo em sua plenitude, mas que só veem parte dele? Ou muito menos que parte dele? Não seria isso um desperdício, sobretudo quando a ideia é mostrar a todos a grandeza do espetáculo? A razão de ele ser reconhecido como “O Maior Festival Multicultural da América Latina”? 

Penso que temos razões de sobra para defender um Festival em que nos seja possível, sem maiores esforços, nele estarmos presentes, sobretudo os turistas. Aproveitando-o bem e melhor. Por inteiro. Plenamente. Para isso, temos que distendê-lo. E já! Para ser o Festival que Pernambuco deseja e que Garanhuns quer. Afinal, não é ele um produto? “O Maior Produto Cultural de Pernambuco”?

Durante esses dias, irei dizer de nossas ideias para que nos seja possível, quem sabe no próximo, ou em outros ainda por vir, alcançarmos esse ideal. 

Mas ontem, no Palco Dominguinhos desfilaram Rogério e Os Cabras, Maciel Salu, Cantos Rurais, Adiel Luna e Mestre Bule-Bule, Alice Caymmi e Baby do Brasil.

Foram espetáculos que, se não agradaram a todo um público presente, agradaram a muitos. Quem sabe, a grande maioria! Agora, é preciso que não se perca de vista a condição de multicultural do Festival.     

Mágica e belíssima noite do FIG, tivemos, ontem. Com o frio se reencontrando, intenso e saudoso, com Garanhuns. E esta, sendo mais Garanhuns, pelo seu frio, pelo seu Festival. 


sexta-feira, 21 de julho de 2017

POLO DOMINGUINHOS - PRIMEIRA NOITE (VOLUME I)


Cheguei à Esplanada cedo. Estava querendo mesmo assistir ao primeiro show do FIG. “Primeiro não, Givaldo. Repare bem. O primeiro foi ontem. Não, aqui, na Esplanada. Mas, ali, pertinho, no Teatro”, corrigiram-me.  E não queira eu dizer que não assisti a verdadeiros shows, ontem. Até porque já disse que assisti. E gostei. 

Os espetáculos dessa primeira noite do Palco Dominguinhos começaram com Amanda Back, passando por Mundo Livre e o grande Geraldo Azevedo, com suas músicas bonitas, lindas, belas e maravilhosas. Músicas de letras consagradas, que encantam ainda hoje a todos. E que não envelhecem. Que são eternas. 

A criatividade e o talento de Geraldo Azevedo lhe confere o bastão de grande mestre da nossa MPB. É inquestionável. E gerações hão de passar dizendo o mesmo. 

Mas o grande espetáculo da noite estaria por conta do justo tributo que seria prestado ao genial compositor e cantor Belchior. Tendo desfilado nessa homenagem: Ângela Ro Ro, Lira, Cida Moreira, Renata Arruda e Gabi da Pele Preta. 

Um espetáculo à parte. A história musical de Belchior fluía e fluía. E o entusiasmo do público disse alto do quanto o grande cantor, letrista, compositor..., verdadeiro gênio da nossa Música Popular Brasileira, era querido. 


Noite maravilhosa a de ontem, que promete se repetir nesses dez dias do XXVII Festival de Inverno de Garanhuns, que mal começa e já se fala do próximo - o XXVIII.    


quinta-feira, 20 de julho de 2017

XXVII - TEATRO LUIZ SOUTO DOURADO - ABERTURA (VOLUME I)

Teatro Luiz Souto Dourado. Todo bonito. Todo prontinho. Todo em ordem à espera do grande dia. Que chegou para alegria de todos. Claro, para homenagear o grande e “Maior Produto Cultural de Pernambuco”, disse-me, um dia, alguém de muito prestígio da esfera cultural. Que continuamos dizendo anos e anos depois. E haveremos de continuar repetindo por muitos outros mais. 

Em seu palco, Izaías Régis, Marcelino Granja, Márcia Souto. Todos saudando essa abertura feliz. No próximo FIG, sim, em sua XXVIII Edição, venha a contar, também, com a presença de Nelson Mota, que aqui esteve em seu primeiro, sem imaginar, por certo, que estava presente a contemplar aquele que seria o “Maior Festival Multicultural da América Latina”. 

Foi linda a abertura da noite de ontem do nosso XXVII FIG. Vi muitos se emocionarem... Pelas palavras de todos - prefeito, secretário de cultura, e presidente da FUNDARPE. Palavras que diziam alto de suas profissões de fé no Festival. Palavras que apontavam para um Festival cada vez maior e melhor. Sempre viril, forte, renovado, ininterrupto e inquebrantável. 

Isadora Melo deu um show. Maurício Tizumba, Luiz Coimbra e Mona Gadelha foram sensacionais. 

Belíssima noite de abertura do XXVII Festival de Inverno de Garanhuns. Que muitos outros venham. Muitos! E que ele seja eterno. Por Garanhuns. Por Pernambuco. 

quarta-feira, 5 de julho de 2017

DEFESA DO FIG (VOLUME I)


De muito que defendo a sua grandeza. Desde o primeiro. Nelson Mota presente. Quem sabe a pressagiar: “primeiro e último”. E eu a imaginar que Nelson não sabia que estava a assistir ao nascer de um Festival: 

A1. Que seria o “Maior Espetáculo Multicultural da América Latina”. E foi. E é;

A2. Que seria o “Maior Produto Cultural de Pernambuco”. E foi. E é;

A3. Que seria reconhecido como “Patrimônio Cultural e Imaterial de Pernambuco”. E foi. E é;

A4. Que já, já, também será “Patrimônio Cultural e Imaterial do Brasil”.

Combatê-lo? Não! Defendê-lo? Sim! Inclusive, e, sobretudo, que nessa defesa se pugne pela revisão de seu formato. Que não pode ser mais o mesmo. Que se reveja o seu receptivo aos turistas. Que precisa melhorar. Porque estes atraem empregos. Porque estes fomentam rendas. E tudo para nossa gente. Do grande ao pequeno. Sim, do flanelinha ao empresário. Passando por tantos - 52 segmentos da nossa economia que são impactados. 

Os turistas não podem continuar mais sem um espaço a eles reservado e ofertado. Vejo isso em todos os festivais que conheci. E, dele, fiz uso. Sim, em Gramado e em Campos do Jordão. 

Enfim, temos que reinventar e reescrever o FIG. Mas sob a mesma inspiração. A mesma concepção. Que merece o respeito e o aplauso da gente, sobretudo, da gente garanhuense. Sim, porque o FIG é do estado. Mas os maiores beneficiados com sua existência são Garanhuns e Região. 

Por tudo isso, e muito mais, temos que defendê-lo. Temos que nos ombrear a todas as autoridades do estado e da cidade, oferecendo os nossos préstimos, nem que estes se resumam, apenas, a aplausos. E só a aplausos. Deste que encerrem reconhecer a importância do FIG.

Estou, no entanto, cansando de fazer a defesa do FIG. E o fiz como cidadão da cidade. Nunca como empresário da área. E fi-la durante muitos anos. Hoje, volta-me o mesmo entusiasmo e vigor daqueles tempos. E estou eu, aqui, de novo. Estimulado pelos amigos e amigas. 

Outro dia, um amigo chegou a me dizer que estou muito à frente de meu tempo. Disse-o que não. Que meu tempo é esse em que vivo e, nele, e dentro dele, quero dar minha contribuição à minha cidade. E acrescentei: menino ainda, já me preparava para defendê-la. E, desde menino, que o faço. Ou tento fazê-lo. E desse direito não abro mão. Exerço-o em sua plenitude. E quero continuar a exercê-lo. Nada contra ninguém. Nada contra nenhum governo. Mas, tudo por minha cidade. Pelas iniciativas que tiveram no passado, que deram certo, e continuam dando. E pelas inciativas que se articula para o futuro e que hão de dar certo.    

segunda-feira, 3 de julho de 2017

ASSIM É GARANHUNS (VOLUME I)

Uma vez disse a assessores de um político, daqui. Sim, daqui de Pernambuco: “Garanhuns é uma cidade que sabe ser grata.” 

A gratidão, para Garanhuns, é mais que um sentimento abstrato de sua gente. Vai além de um simples gesto. É uma ação efetiva. Materializada, através de respostas concretas. E, se possível, duradouras. 


Quando se estuda a história de Garanhuns e sua gente, nos deparamos com inúmeros exemplos dessa natureza, que dizem alto dessa qualidade da “Cidade das Flores”, a começar pelo exemplo que Garanhuns sempre conferiu à própria Simôa Gomes: “Terra de Simôa”. Talvez o cognome mais forte e expressivo que Garanhuns carrega. Duradouro. E eu diria eterno.

Esses gestos, ações, respostas... podem até tardar. Mas, ocorrem. Sempre ocorrem. Nunca deixam de ocorrer. É que Garanhuns e sua gente são cautelosas, reflexivas... Buscam a justiça. Esta, o mais possível, para essas homenagens. 

Com Dominguinhos, tudo aconteceu muito rápido. Mas tinha que sê-lo. Até por conta de sua presença entre nós de forma tão frequente e calorosa. Sobretudo em seus últimos anos. Como se estivesse a agradecer à sua cidade e sua gente por toda uma vida de glórias que vivera. Como se, na verdade, já estivesse se despedindo de todos nós. 

Com efeito, ainda em vida, inúmeras homenagens foram-lhe prestadas por seus conterrâneos. E, talvez, a mais significativa tenha sido a de ter recebido o Troféu “Anum de Ouro” em uma noite apoteótica e memorável do Inverno de 2008, em plena Esplanada. Ela, cheia. Que, mais tarde, teria seu nome. 

Com efeito, ao falecer, para Garanhuns veio seu corpo. E tinha que vir, até por conta do apelo que fazia pelo Brasil afora, em seu “De Volta Pro Meu Aconchego”. E veio!

Com efeito, a Esplanada, que muitos já chamavam de “Mestre Dominguinhos”, tinha que mudar de nome. E mudou! 

Com efeito, um Festival, que levasse o seu nome teria que ser criado, como o foi. E, por fim, a rodovia, por onde tanto trafegara, também acaba de levar seu nome. 

Mas, Garanhuns ainda não exaure essas homenagens ao Mestre Dominguinhos. 

Ela e sua gente querem mais. Muito mais! Querem dizer a quem quer que a escute que não deixarão de cantar Garanhuns como ele cantava. E o fará, para sempre: “No meu Garanhuns / O forró é bom demais / Todo mundo se sacode / Cada vez querendo mais / Névoa caindo /Ai, meu Deus, que coisa boa! / Suíça brasileira / É a Terra da garoa /Quando chega São João / É grande a emoção do povão / No Parque Ecológico Pau Pombo / Tem um relógio solar como atração / Foi lá que comecei junto com meus irmãos / Tocando na feira pra ganhar o pão / Tudo isso é motivo de recordações / Garanhuns, Garanhuns”.

Assim é Garanhuns. Garanhuns e sua gente.

sábado, 1 de julho de 2017

BALÃO (VOLUME I)

Aqui, em Recife, lendo e escrevendo. No meu deleite. Sem as interrupções que tenho a cada minuto na minha cidade. Coisas do trabalho, de quem se mete a ser empresário neste país. Para sofrer. E sofrer. Para suportar uma carga tributária que engorda preços. Que, por isso mesmo, inviabilizam vendas. E, no caso da hotelaria, que é uma mercadoria, absolutamente, perecível. Não vendeu hoje, não tem essa de poder vender amanhã ou depois, não. Porque a de ontem já pereceu, ontem mesmo. Só dura 24h. 

Já há algum tempo, o saldo perecível tem sido bem maior do que as vendas dos dias a dia. Há muito tempo. Antes, pela perda de destino de nossa cidade. Nesses últimos anos, além dessa perda, também por conta do que passa a economia do nosso país. Desde 2013 e, que parece não ter fim.

Realmente, tem sido difícil sobreviver num cenário como esse. Queda de poder aquisitivo. Desemprego. Aumento da descrença no país... 
 
Mas, enquanto amargo essa conjuntura, peço a Ronaldo para abraçar a todos desse maravilhoso Lions Clube Garanhuns Cidade das Flores; justificar minha ausência à Assembleia, e dizer de meu entusiasmo diante das ações exitosas dos queridos companheiros e amigos, ao longo de seu mandato, já que ele está a passar a presidência do Clube a outro companheiro e amigo, José Paulo.

Também respondo a amigos: “Estou novo. Novíssimo. Esse é o sentimento de agora, nessa quase tarde chuvosa, aqui, no Recife. A mudança de atmosfera é muito importante. E para mim tem sido excelente. Recarrega-me todo. Dos pés à cabeça. E esta fica muito grata. Porque pra lá vão todos os problemas dos dias a dia da gente. Querendo soluções, não raro, milagrosas”. 

E continuo: “Já pronto para uma nova jornada. Ou quase pronto. Parto de volta, amanhã, para a Terra da Garoa. A partir de segunda, tudo recomeça de novo. E reinicia-se nosso dia a dia. Voltaremos às nossas tarefas.”  

De repente, o celular toca, e tira-me do deleite. Diz-se do outro lado da linha: “Balão faleceu”. Fiquei incrédulo e atônito. A imagem de Balão me veio logo à mente. Também, o seu olhar que inspirava confiança e crédito. Era uma satisfação, na verdadeira acepção da palavra, conversar com ele. Conversa séria, objetiva e honesta. Tinha grande simpatia por Balão, o querido Marcelo. Sempre que passava por perto de sua loja, ia lá dar um “Olá!” pra ele, e saber como iam os negócios, ao que me respondia: “Ah! Sofríveis, Givaldo!”. Essa a resposta configura-se, não só dele, mas da grande maioria dos comerciantes da cidade.

Que Deus o tenha, Marcelo. Estou a armazenar no meu imo a sua imagem e suas palavras. Elas ficarão, para sempre, nas gavetas de minha memória. Mas quero, ainda, dizer: “Garanhuns perdeu um grande filho, que vivia a sua vida, em paz, e cônscio de seus deveres para com seus irmãos”.