sexta-feira, 20 de outubro de 2017

PARABÉNS, POETAS DE SIMÔA! (20.10.2017) (VOLUME II)

Aos poetas da minha cidade, neste seu dia, expresso minha admiração. Minha reverência...

Para mim, talento poético é obra divina. Lembro-me de uma passagem de Voltaire, que assinala: “Um dos méritos da poesia, que muita gente não percebe, é que ela diz mais que a prosa, e em menos palavras.”

Victor Hugo, em “Um Poeta” fala que “um poeta é um mundo encerrado num homem.”

Para mim vocês são, sobretudo, escolhidos pelo Criador, portadores que são de um coração poeta.

Estava eu construindo essas palavras quando, de repente, minha secretária entra na linha e me diz: “Lenildo quer dar uma palavrinha”. - Lenildo Ramos?, perguntei. “Sei não. Vou perguntar”. No que eu disse: “Pergunte. Se for Lenildo Ramos, traga-o, aqui, por favor.”

Disse a mim mesmo: deve ser alguma entrevista que deseja fazer, ou algum Contrato Midiático.

Fiquei surpreso: Lenildo me trazia um exemplar de seu livro “Poemas e Porquês”, com orelha de Carlos Janduy, que começa arrasando: “Disse um poeta que a poesia é a própria vida tomando forma e que não há poeta pronto. Considerando essa afirmativa, a poesia indica sempre um longo, intenso, complexo e fascinante caminho.”

Fui, açodado, ao seu sumário. E vi “Ariano Suassuna”. Corri os seus versos em leitura dinâmica, enquanto Lenildo falava. Lá estava a síntese de sua obra. Com toda sua beleza. O louvor ao altar Ariano: 

“E nessa minha caminhada fui construindo amizades 
Visitei muitas cidades, inclusive Garanhuns 
Privilégio de alguns, aprendi muitas lições...”

Fulminante com os “faladores e reclamadores” da vida, Lenildo é direto em seus versos em “Resposta Divina”: 

“Aí eu te ajudarei
Vai trabalhar vida mansa! 
Deixa de tua moleza
Te ajuda a eu te ajudar...”

Vou dissentir da “orelha” de Janduy. O poeta está pronto, sim. Porque nasce da mão divina.

Para ser o primeiro, está muito bom esse trabalho de meu amigo Lenildo Ramos para quem levo meu abraço, rogando-lhe dividir com todos os Poetas de Simôa, neste seu dia.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

QUIS SER MÉDICO (18.10.2017) (VOLUME II)

A gente só dá viva aos nossos médicos e dentistas quando os incômodos que nos atormentam vão embora. Essa é a regra. Pelo menos a que me ocorre. Tenho medo de ir a médicos. Outro dia, escrevi exatamente isso: “Tenho medo de ir a médico”. Pois não é que um amigo dileto, que deve ter lido minha prosa em leitura dinâmica, logo desatenta... Veio-me tomar satisfação? “Eu quero saber o que você tem contra os médicos? Você disse que não gosta deles.” Disse: “Amigo, cuido que você deve ter lido isso em outro autor. Nunca disse isso sobre os médicos. Aliás, devo dizer-lhe que tenho vários amigos que são médicos. Mas me diga: por que você se irritou tanto? Afinal, você não é médico. Por que as dores por expressão que nunca escrevi, nem escreverei, até porque nada tenho contra os médicos? Simplesmente não gosto de procurá-los.” No que ele me respondeu: “É que minha esposa é médica e, entendendo errado o que você escreveu, fiquei magoado.” Disse aos meus botões: “Ah! O que o amor não faz?”

Penso, hoje, recordando de uma mestra que tive. A ela disse, certa vez: “Quero mudar de turma, professora. Quero sair do curso clássico para o curso científico”. Ela me perguntou do porquê. “Quero ser médico. Desisti de ser advogado.” Ela olhou para mim e me disse: “Volte para a sua sala de aula. Não está vendo que você não tem cara de médico?” 

Outra época, contei essa história a um político, e ele se saiu com essa: “Teria sido um perigo, para nós, você, médico.” Dei de ombro. Fiz-me de desentendido. E fiquei a pensar: então estou certo. O médico, na política. O padre, na política. Não combina. De repente, confundem os ofícios. Ninguém pode servir a dois senhores. E, política, para mim, é atividade séria, nobre, missionária... Que exige vocação e preparo ao seu exercício. Que exige dedicação. E esta exclui a prática de outros ofícios.    

Neste dia, portanto, dedicado a vocês, médicos e médicas de minha cidade, gostaria de saudá-los, dizendo de minha admiração pela profissão que exercem, e do meu esforço para, a cada dia mais, ter menos medo de procurá-los em busca de sua assistência.  

domingo, 15 de outubro de 2017

MEUS PROFESSORES (15.10.2017) (VOLUME II)

Tive tantos professores. Deles, nunca esqueci. De todos ou quase todos. Dona Dulcina. Ela, mestra que, paciente, generosa e carinhosa, ensinou-me as primeiras letras em sua escola, lá, na Avenida Santo Antônio. Ela que me entregou à outra mestra, Dona Geraldina, eu já sabendo ler ou pelo menos soletrar algumas das palavras que me ensinara.


Às vezes fico a pensar: Deus é sempre muito bondoso comigo. Protecionista, diria mesmo. Lá, na Avenida Santo Antônio, nos meus primeiros aninhos, eu já recebia as bênçãos de dois santos: o primeiro, já reconhecido pela Santa Igreja: Santo Antônio. A segunda, protegida fortemente pelo Senhor: Dona Dulcina, para cumprir uma nobre, mas difícil missão: educar. 

Depois de passar pelas mãos dessas duas mestras, saí para o exame à admissão no Colégio Diocesano.

Outro dia pensava sobre minhas jornadas. Ou sobre os primeiros passos dessas jornadas. De Dona Dulcina, eu ainda criança, ao meu ingresso na centenária Faculdade de Direito do Recife, eu, ainda adolescente. Mas avançando com persistência, dedicação e esforço. 

De repente, bate-me à mente as palavras de Dom Pedro II que costumava dizer que “Se eu não fosse imperador, desejaria ser professor. Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências juvenis, e preparar os homens do futuro.”

Não tenho o menor fiapo de dúvida sobre o que nos expressava Dom Pedro II, sobretudo quando asseverava não conhecer missão maior e mais nobre que a de dirigir jovens, e prepará-los para serem os homens de amanhã. 

Tive, nessas jornadas, na busca de minha formação, inúmeros professores. Inspirados, devotados, e hábeis mestres. Por isso, autênticos, verdadeiros e vocacionados. Homens e mulheres que teriam vindo ao mundo para exercer a maior e mais nobre de todas as profissões - professor.  

Já adulto, e agradecido aos mestres e mestras que tive, comecei a pensar sobre todos eles e sobre todas elas. Do tesouro que me lograram. Da paciência que tiveram comigo e com todos os colegas. 

De repente, uma expressão sempre referida por Júlio Camargo me chama a atenção: “O professor é inteligente, mas não é inteligente ser professor.”   

Aqui, que me perdoem dissentir de Camargo. Do fundo de meu coração quero, nesta hora, dizer aos professores de meu Brasil que, ao contrário do que diz Júlio Camargo, em nossas terras, quem está sendo pouco inteligente são os nossos governantes, que não reconhecem relevância em nossos educadores para podermos salvar essa nação, elevando-a à posição que tanto merece. Abençoado, portanto, sejam todos vocês, professores do nosso país. E de nossa pátria, Garanhuns.

sábado, 14 de outubro de 2017

NESTE NATAL, GARANHUNS TE ESPERA! (14.10.2017) (VOLUME II)

O Natal de Garanhuns, neste ano, terá início em 10 de novembro e vai até 31 de dezembro. 

Neste ano, Garanhuns receberá milhares de turistas que voltam à cidade para rever o nosso Natal, e milhares de outros, que vêm conhecê-lo.  Sim! Conhecer a sua beleza, o seu encanto, a sua magia... Que já correm notícias, mundo a fora.  E eles vêm para conferir o que dizem. E, dele, se empolgarem, e nunca mais deixarem de vir com sua família e seus amigos. 

De fato. Garanhuns tem caprichado muito na construção de seu Natal. Que é montado com muito carinho e muito amor para receber a tantos que a ele aportam. 

Ainda limiar de outubro, já se percebe, contudo, um caminhar que aponta para essa data sagrada - o Natal. Nos bares e restaurantes da cidade, o assunto Natal flui cada vez mais com maior entusiasmo e intensidade. Por outro lado, as empresas do trade turístico da cidade já se preparam para receber e recepcionar... Mais que isso: darem um show de recepção e de hospitalidade aos milhares que prometem aportar em Garanhuns, ao longo desses 52 dias do maior e melhor Natal do Norte e do Nordeste brasileiros. Já, já, também, do Brasil - dizem o entusiasmo e a paixão garanhuenses.  

A cidade, portanto, está pronta. Pronta para receber milhares. Pronta, e no melhor clima natalino.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

PARABÉNS, QUERIDO LAR! (12.10.2017) (VOLUME II)

12 de outubro. Dia que carrego comigo desde adolescente. Dia do aniversário do “Querido Lar”. Que me acolheu... durante meus verdes anos. 

Hoje, mais um 12 de outubro. 102 anos faz o Ginásio. Quantas histórias eu teria para contar... Limito-me, no entanto, a duas: que vi o seu cinquentenário. Era, então, seu aluno, ainda. Que fui presente ao seu centenário. Pela bondade divina. 

Hoje, logo cedo, estava eu em sua Capela. A mesma do tempo da minha mocidade. A mesmíssima de todos esses anos. Linda, apesar dos anos. Sagrada. Verticalmente sagrada. Segura pelas mãos de Deus. Casa do Senhor.

Hoje, como ontem, saí com tantos, pelas ruas e avenidas da minha cidade. Tantos da minha e de várias gerações. Saímos em marcha, saudando mais um ano do “Querido Lar”. E todos, alunos e ex-alunos, entoando a beleza de seu Hino. E, neste ano, também, festejando o primeiro centenário da nossa Diocese, dirigida por homens de Deus, que fizeram história, desde o seu primeiro Bispo, Dom João Tavares de Moura, até o seu décimo Bispo, Dom Fernando Guimarães, passando por Dom Manuel Antônio de Paiva, Dom Mário de Miranda Vilas Boas, Dom Juvêncio Britto, Dom Francisco Expedito Lopes, Dom José Adelino Dantas, Dom Milton Correia de Oliveira, Dom Tiago Postma, Dom Irineu Roque Scherer e, hoje, Dom Paulo Jackson de Nóbrega, como seu décimo primeiro Bispo. 

Não em vão que disse a todos de minha cidade, em mensagem, faz pouco, e pensando no 12 de outubro que se aproximava: 
    
“12 de outubro! Para mim, data altar...

Para esse altar, todo meu respeito... Para esse altar, toda minha reverência... Para essa data-altar, todas as homenagens e saudações ao meu alcance. 

Nunca me esqueço dessa data. Tenho-a sempre presente em minha mente. Também... Foram tantos os anos em suas salas. Foram tantos os anos em suas bancas. Enfim, foram tantos os anos em sua Capela... Desde o exame à minha admissão, até longos anos. 
Todavia, dois 12 de outubro me marcaram mais fortemente: 12 de outubro de 1965 e 12 de outubro de 2015. Anos do cinquentenário e do centenário do ‘Querido Lar’, respectivamente. 

Sempre estive atento a essa data - 12 de outubro. A ela presto minha saudação. Saudação de ex-aluno que, reconhecido e agradecido, saúda mais um ano de existência do ‘Templo Sagrado de Luz e Saber’. Sim, do querido Colégio Diocesano de Garanhuns”.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

DIA MUNDIAL DE LIONS CLUBES (10.10.2017) (VOLUME II)

Hoje, toda a glória para esse Movimento que se chama Lions Clubes Internacional, por conta da instituição de seu dia em todo o mundo. 

Os milhares de Leões, espalhados por todo ou quase todo o planeta, na verdade, em mais de 200 países, recebem essa homenagem com muita humildade, mas também com enorme gratificação. Por certos de que estão no caminho que aponta às palavras de seu líder maior, Melvin Jones, quando vaticinava: “Enquanto um homem na Terra, ao chegar da noite, não tiver um lugar decente para repousar, justificar-se-á a existência dos Lions Clubes.”

Os Leões de todo o mundo têm essa consciência. Por isso sabem oportuna a prestação de seus serviços, e do valor de sua presença junto a milhares de que deles precisam. E com coragem, dedicação e muito amor, partem ao seu desafio, posto que sabedores que vão enfrentar uma luta sem trégua.

A presença dos Leões, através de seus Clubes, há exatos 100 anos, encerra testemunho eloquente de sua importância no planeta.  

Outro dia alguém perguntou a um Leão sobre sua postura diante de uma questão humanitária. Ele respondeu que sempre que lhe ocorria àquela pergunta se lembrava de um poema de José Régio, para justificar a natureza do verdadeiro Leão: 

“Não sei por aonde vou
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!”

Julgamos que não vamos pelas vias que não nos conduzam ao encontro de tantos que precisam de todos nós. Nós, Leões. Nós, homens e mulheres deste país e de todo o mundo, que têm o mínimo de amor ao próximo.

Somente há pouco, todavia, nos ocorreu a ideia de divulgar os nossos serviços, mundo afora. Que nós não víamos divulgando. E eles aos milhares e milhares, prestados à Humanidade. 

Um dia, um presidente de Lions Clubes Internacional, todavia, chegou a dizer aos Leões do mundo: “Não permitam que o segredo continue. Utilizem os meios de comunicação para informar ao mundo o trabalho grandioso dos Leões.” 

Claro que a promoção será do trabalho do Movimento Leonístico. Do gigantismo desse trabalho. Todavia, ponderou o então presidente Mehta: “Não buscamos reconhecimento pessoal. Buscamos mais pessoas que se unam aos nossos Clubes para podermos ampliar os nossos serviços humanitários.”

Temos, portanto, que dizer ao mundo porque existimos. O que fizemos. O que fazemos. Enfim, os nossos serviços mundo afora.  

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

PARABÉNS, PREFEITOS! (06.10.2017) (VOLUME II)

Hoje, dia dedicado aos prefeitos e prefeitas do nosso país. Que são tantos e tantas. Como fazer, então, para abraçar a todos e a todas? Exequível a intenção? Óbvio que não.

São tantos e tantas nessa imensidão que é o nosso país. Mas, aqui, fica pelo menos sinalizado o desejo que nos move nessa hora: dar-lhes nosso abraço. Prestar-lhes nossa gratidão. Que ficam registrados nessas linhas.

Limitamo-nos, no entanto, a pensar naqueles que passaram por nossa cidade e, cada um em seu tempo, e dentro de suas limitações de caráter administrativo-financeira, tenha feito o possível para atender aos anseios de nossa gente. Que nem sempre é possível. 

Neste dia, portanto, nossos aplausos àqueles e àquelas que cumpriram e cumprem a missão a que esse dia dedica: dirigir os destinos de suas cidades. 

Aos prefeitos e prefeitas de nosso país, em particular, o de nossa cidade, cabe-nos dizer que não olvidamos de suas nobres missões em seu dia.  

Que de nosso canto nas atividades dos nossos dias a dia, torcemos que tudo caminhe bem. Que as gestões conferidas a vocês sejam as melhores possíveis, dentro das limitações de suas cidades porque, estas crescendo e se desenvolvendo, todos nós, munícipes, seremos beneficiários dessa realidade.