quinta-feira, 20 de abril de 2017

DOMINGUINHOS - PRIMEIRA NOITE (VOLUME I)

A Esplanada estava lotada. Os shows já haviam começado quando chegamos.

Já passara Mourinha do Forró. Nádia Maia e Targino Gondim terminariam seus espetáculos, em poucos minutos.

Quis saber das pessoas como teria sido o show de Mourinha do Forró. “Muito bom!”, disseram-me quase em uníssono.

E quanto a Nádia e Targino? De novo a resposta de tantos: “Eles foram maravilhosos.”

De Mourinha, já tinha notícias de muito longe. Já, pois, o conhecia de perto. De vários shows. Realmente, muito bons. Contagiantes!

Quanto à dupla, ainda assisti um pouco, já que o espetáculo fluía, a caminho de sua conclusão. Pelo pouco que vi, fiquei impressionado.

A última apresentação estava por conta de Dorgival Dantas. Que me disseram muito boa.

Estive, como nunca, focado no espetáculo de Andrea Amorim. Talvez porque nunca a ouvira cantar Forró. Conhecia Andrea, cantando Rock e Bossa Nova. Forró mesmo, só ontem. Um verdadeiro show. Maravilha de show. Vi em Andrea uma Elba Ramalho bem melhor. Incrivelmente, melhor. Sem nenhuma restrição à grande cantora paraibana. 

Fui ao êxtase com sua participação. Por seu repertório. Por seu encanto. Por sua presença de palco. Por sua voz... Tudo nela, maravilhoso.

Com Cezzinha, vi Dominguinhos ressuscitado. Eis que aquela sanfona, aquele chapéu... E, sobretudo, aquela voz... Tudo nele me remetia ao Mestre. E ele caprichou na interpretação das músicas do Mestre. Parecia mesmo Dominguinhos ressuscitado. Milagrosamente, ressuscitado.

Hoje, comentando com amigos o seu show, disseram-me que ele trabalhara com Dominguinhos. Que acompanhara o Mestre durante muitos anos.

Em resumo: muito boa essa primeira noitada do Dominguinhos.
Tenho certeza de que, lá de cima, ele esteve muito feliz, ontem, e estará durante todo o Festival. Homenagem da “Cidade de Simôa” a um filho seu.

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