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quarta-feira, 15 de março de 2017

JAZZ! QUE SAUDADE! (VOLUME I)

“Que saudade! Que saudade!”, escrevi em 2015. Porque sentia mesmo. Porque ouvira mesmo. De tantos. E de tantas. Daqui e alhures. Saudade do “Garanhuns Jazz Festival”. Que chegara ao seu último dia.

Parecia que eu, que todos os milhares de apreciadores do Jazz e do Blues estavam se despedindo deles, já que, em 2016, não contamos mais com o nosso “Garanhuns Jazz Festival”, que se consolidava, que se sedimentava, que orgulhava a todos que enchiam seus pulmões para dizer: “Garanhuns, dentre tantos codinomes, é conhecida como a ‘Cidade das Flores’, a ‘Cidade onde o Nordeste Garoa’... E, a partir de 2008, com o Jazz e o Blues, também como a ‘Cidade dos Festivais’.”

É, foi uma pena. Está sendo uma pena, o fim do Festival do Jazz e do Blues.  Perdermos esse diferencial, que conferia charme e glamour ao nosso Tríduo de Momo. Diferencial que não tínhamos, mas que passamos a ter para a alegria maior da cidade, sem embargo das marchinhas e dos frevos dos carnavais. E para o entusiasmo de milhares de amantes do Jazz e do Blues, que aportavam em Garanhuns, nos dias de Carnaval. Estes, hoje, concentrados em Recife e Olinda, com pequenos respingos em algumas outras cidades do interior de nosso estado. E eles acorriam para nossa cidade, trazendo a ilusão de que se dirigiam para Nova Orleans, Chicago ou Nova York, e o sonho de um encontro com ícones jazzistas americanos e brasileiros como: Miles Davis, Louis Armstrong, Ella Fitzgerald, John Coltrane, Billie Holiday e tantos..., dos EUA, e como André Mehmari, Vinicius Dorin, Babi Assad, Romero Lubambo e tantos, do Brasil.

Para se ter uma ideia, em 2008, primeiro ano do “Garanhuns Jazz Festival”,  a ocupação da hotelaria na cidade, com o Jazz e o Blues, chegou à marca de 51,00% contra 24,09% , em 2005; 24,04% em 2006 e 42,00% em 2007, por conta dos retiros das Igrejas Evangélicas na cidade. Chegamos a alcançar, no ano de 2.011, 91% de ocupação, com declínio em 2015, para 69,00%, mesmo assim considerada uma boa marca, na classificação da hotelaria, que vai de taxas péssimas a excelentes, passando por ruins, razoáveis, boas e ótimas. São indicadores, portanto, que não poderiam ser deixados de lado na hora de uma tomada de decisão sobre o avanço ou não do Jazz e do Blues em nossa cidade.

Aqui, impõem-se as perguntas: A1. Ultimaram as mínimas providências para que o Jazz e o Blues não fossem para outra cidade, já que, aqui, com VIII Edições sucessivas, e de sucesso - 2008 a 2015? A2. Ouviu-se o trade turístico da cidade sobre o assunto? Ouviu-se o seu comércio? Ouviram-se as suas associações de serviços de táxi e de moto táxi? Ouviu-se o pequeno comércio ambulante? Ouviu-se ....  Enfim, auscultou-se a sociedade civil organizada da cidade sobre o Jazz e o Blues?

Temos que reagir! Unir forças. Iniciativa pública e iniciativa privada. Enfim, todos! Para podermos melhor “vender” nossa cidade. “Atrair” para ela os reais de fora para sua economia. E, deles, muito precisamos. 

Os turistas na cidade impactam todos os seus segmentos. Isso é aqui e em todo o mundo. Do flanelinha ao  empresário - são 52 segmentos da economia. É só conversarmos com o menino que toma conta do carro do turista. Com a menina que vende a sua pamonha ou a sua pipoca. Com a senhora que vende o seu milho cozido ou assado. Com o rapaz do táxi e da moto táxi. Com as pessoas dos restaurantes, das lojas comerciais, dos bares... Com os desempregados que, nos Festivais da cidade, têm assegurado o seu emprego, embora temporário. Enfim, com dezenas de pessoas. De segmentos. Que preparam os seus produtos. E que os vendem, e que são os responsáveis maiores pelo nosso desenvolvimento econômico, que pretendem participar dele com mais ousadia, com mais presença, com mais permanência, já com um programa turístico de sua cidade nas mãos. 

Será que já paramos para pensar quanto um turista deixa na cidade, da forma a mais horizontal possível, ao longo de um período desses - seis dias com cinco noites? A conta é fácil. Muito simples. Vou fazê-la. Por que não? Com transparência. Com despudor... Afinal, deve ser assim. 

Um turista que vem a um evento como esse gasta por dia, em média, cerca de R$ 400,00. Se recebermos 5.000 visitantes - número modesto - temos aí um faturamento de R$ 2 milhões no dia. Ou seja: R$ 10 milhões, no período. 

Garanhuns pode perder esses reais? A sua economia pode dispensar esses valores, sobretudo quando sabemos que todos são beneficiados com alguns deles, como disse: do flanelinha ao empresário -  micro, pequeno e grande? E, não se pode esquecer do município - recolhem-se impostos e taxas; também do estado - recolhem-se impostos de circulação de mercadoria; igualmente da União - recolhem-se uma infinidade de tributos federais. Penso que não podemos abrir mão disso, nem na crise, nem fora dela. 

Ano passado, saí de minha cidade e fui passar o Carnaval em Recife. Na volta, na quarta-feira de cinzas, passava eu por Gravatá e ouvia pelo rádio uma entrevista do prefeito daquela cidade que falava de sua alegria com o Jazz e o Blues que promovera. E ele dizia: “Faturamos cerca de R$ 10 milhões”. Eu disse a Emília, que viajava comigo: “O número não é esse”. Emília, que vinha ao meu lado, me perguntou: “Você estima em quanto, Givaldo?” Eu respondi: “Eles faturaram muito mais. Aqui, tudo é mais caro. O dobro. De repente, o triplo. Esse faturamento não pode ter sido inferior a R$ 30 milhões.” 

Em Gravatá não tinha menos de 10.000 turistas no Jazz e no Blues do ano passado - 2016. Lá, se gastou, por dia, em média, R$ 600,00. Ou seja: aquele faturamento/dia foi da ordem de R$ 6 milhões, totalizando cerca de R$ 30 milhões no período. 

A contar pelas diárias dos hotéis... Vamos a um, de lá, equivalente a um dos nossos, daqui: R$ 334,70 por pessoa/dia, com pensão completa, lá. Em nossa cidade: R$ 198,44 por pessoa/dia, também com pensão completa. Veja a diferença. Só em hotel. E, no mais? Restaurantes, bares, compras... E tudo o que o turista gosta de consumir nessas ocasiões. 

Para esse ano de 2017, temos lá em Gravatá diárias por pessoa ao preço de R$ 380,40. Em nossa cidade, R$ 218,50. Grande a diferença, não é verdade?


Aí, é de se perguntar: O que eles têm lá, que nós não temos aqui? Clima? Água? Beleza? Geografia...? Não! Nenhuma dessas riquezas. Eles têm, sim: união, ousadia e disposição ao trabalho. Trabalho organizado e permanente. Calendários turísticos às mãos, sempre melhorados e ampliados. E, sobretudo, anunciados com a antecedência recomendada, a fim de que o turista, na verdade para quem fora montado, possa melhor se programar. Melhor se organizar. 

É disso de que precisamos em nossa cidade: da união do público com o privado para fazermos um grande trabalho pela cidade. Para que possamos “vender” melhor os nossos produtos. “Vender”, em uma palavra: Garanhuns. “O melhor produto turístico de Pernambuco” - dissera-me sobre nossa cidade, outro dia, um amigo que trabalha na FUNDARPE e que é conhecedor do trade turístico do estado. E esse amigo, diga-se de passagem, não é da “Cidade de Simôa”, da “Cidade Poesia” de Garanhuns. 

Quando penso sobre essas questões de minha cidade, me vem a lembrança uma passagem de Machado de Assis: “As ruas podem ser ou estreitas, para se alargarem daqui a anos, ou já largas, para evitar fadigas ulteriores.”  

Somos, com orgulho, a “Cidade do Clima Maravilhoso”, a “Cidade das Sete Colinas”, a “Cidade das Flores”, a “Cidade onde o Nordeste Garoa”, a “Cidade dos Festivais”... E nenhuma outra cidade há de subtrair os nossos títulos. 

Ah! Não! Não, mesmo! Donde a conclusão: se lá atrás fizemos nossas ruas largas. Se lá atrás montamos festivais que ao longo dos anos deram certo, por que os encerrarmos agora? Sobretudo, sem se ouvir os diversos segmentos, responsáveis pela economia da cidade, e pelo seu desenvolvimento. 

Que enfrentemos, portanto, as “fadigas ulteriores” na tentativa de revertermos esses nossos equívocos, produzidos, de certo, por nossos açodamentos. E que, hoje, tanto mal fazem à gente de Garanhuns.  

Mas vamos enfrentar as fadigas, porque esse é o preço que temos de pagar.   

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

"MANDA CHUVA" DO LIONS (VOLUME I)


Estou aqui, no Maceió Mar. Como sempre, gosto de conversar com todos os colaboradores dos hotéis por onde passo. E o faço porque tenho incursão na área. E, depois, por mais aprendizado. Que parece não ter fim.  E não tem mesmo. A cada dia, uma nova. 

De repente, vejo um desses colaboradores com ar de tensão, de preocupação... Pergunto do por que daquele seu estado. Ele me diz que, à noite, vai atender um horror de pessoas do Lions Clubes Internacional. “Muita gente! E gente muito exigente, chata! Dizem que mais que Roberto Carlos, que exige até toalhas azuis nas mesas e no chão.” 

“Serão mais de 300 pessoas, doutor. Daí o meu estado de tensão. De preocupação... Quero que tudo dê certo. O senhor compreende, não é?”

Digo a ele: “Fique tranquilo. No Lions não tem disso não. Lá, você vai se encontrar com pessoas simples, humanas, de coração aberto e mente larga. Sobretudo, solidárias, fraternas... Ideários do Movimento Leonístico.  

As pessoas do Lions vão lhe tratar bem. Não só a você, mas a todos os seus colegas de trabalho.” 

Sua expressão começou a mudar... E ele a se descontrair... E, parecendo criar coragem, me perguntou: “Doutor, dá para o senhor me recomendar a essa senhora que dizem ser a ‘manda chuva’ do Lions nesse encontro? Dizem que ela tem nome de rainha. Mas que a chamam de ‘Tetê’. É verdade?” 


“Vou fazê-lo! Vou fazê-lo! Fique tranquilo!”

Na manhã seguinte, encontro o colaborador no café. “Doutor, me diga: que nota eles me deram?” No que eu respondo: “10, amigo. 10! A você e toda sua competente equipe. Vocês foram irrepreensíveis.”
O colaborador abriu um sorriso e extravasou toda a sua felicidade,  pelo dever cumprido.

Eu, ainda mais feliz porque, de repente, a imagem de Melvin Jones, com toda sua humildade, com seu desejo inquebrantável de querer fazer o bem a todos, veio-me à mente. Ele, enquanto grande inspirador e timoneiro desse exército de quase 1,5 milhão de homens e mulheres a serviço do bem, de forma espontânea e voluntariamente. E com foco, sobretudo, nas camadas mais necessitadas da população. 

sábado, 25 de junho de 2016

FESTIVAL DE INVERNO PRECISA CRESCER (VOLUME I)


06.07.1990. Nesta data, o Garanhuns Palace Hotel abria suas portas pela primeira vez.

13.07.1991. Nesta data, começava a I Edição do Festival de Inverno de Garanhuns. 

Ainda hoje, um e outro, novinhos, em folha. Porque sempre reinventados. Reinvestidos. Assim, portanto, reoxigenados, revigorados... E, a cada ano, com uma surpresa a mais. Inovando. Daí, sempre modernos, contemporâneos. Feitos para atender às exigências dos que a eles aportam.

Na I Edição do Festival de Inverno, o seu palco, instalado ao lado do nosso Centro Cultural, dispunha de modesta estrutura, pequena, diminuta... se formos comparar com a estrutura dos palcos de que dispomos hoje. Mas, nem por isso, deixou de ser grande, como que a sugerir e apontar à marca de suas próximas Edições.

Naquela Edição do FIG, Alceu Valença, Zé Ramalho, Dominguinhos... brilharam. E durante os 16 dias do Festival, Garanhuns recebeu milhares de turistas. Turistas que acorreram à nossa cidade para conferir a sua beleza, encantarem-se com a hospitalidade de nossa gente, e assistirem ao advento daquele que seria “O Maior Festival Multicultural da América Latina”. Turistas que trouxeram dividendos à cidade, à sua gente, do pequeno ao grande. Como sempre digo: do flanelinha ao empresário.

Estive presente àquele I Festival de Inverno. Na minha memória, a presença de Nelson Mota, que estava ali como curador. Ele, que é grande jornalista, compositor, roteirista, produtor, escritor e letrista. Ele não sabia que estaria assistindo ao nascimento daquele que seria “O Maior Festival Multicultural da América Latina”. 

O Festival de Inverno de Garanhuns nascera com 16 dias, de 13 a 28 de julho. Da sua V Edição, em diante, já cobrávamos o seu reconhecimento como “Patrimônio Cultural e Imaterial de Pernambuco”. Que terminou acontecendo, anos depois. Tamanho o seu sucesso. Tamanha a sua grandeza. Tamanha a sua consolidação. Precoce, por certo. 

Anos seguintes, já se falava em no título ‘Patrimônio Cultural e Imaterial do Brasil’. Pensava-se em atrair mais turistas, a fim de conhecerem a nossa gente. Sentirem o nosso clima. Divulgarem a nossa cidade. E, com o Festival, contemplarem o nosso inverno. Visionários? Não! Exagerados? Também, não! Quem sabe? Talvez apaixonados. Se quiserem, que o digam. Mas ai do mundo não fossem os visionários. Os exagerados. Os apaixonados... É que pensávamos na nossa Economia. É que focávamos na geração de emprego e renda à nossa população. 

A esse respeito sempre indagávamos: “Por que Caruaru e Campina Grande fazem as suas festas de São João em 30 dias e nós não podemos fazer o nosso Festival de Inverno em 30 dias? Se, aqui, temos muito mais apelo que eles, lá? Por conta de nosso clima, de nossas belezas naturais. Enfim, de tantos e tantos mais, que nos sentíamos acanhados em nomear para não nos parecer arrogantes, enquanto defendemos nossa cidade.” 

Gramado e Campos do Jordão, por outro lado, fazem os seus Festivais de Inverno em períodos muito mais longos do que os nossos. Posto que tenhamos começado com 16 dias, como referido, hoje são realizados com apenas 10, para prejuízo e tristeza da cidade. E mais: naquelas cidades se define toda uma programação do que vai ocorrer no ano seguinte, ainda no curso do ano anterior. Programação de todo o ano seguinte, de janeiro a dezembro, que culmina com o já tradicional Natal Luz, que já tem o seu início em novembro. 

O Festival que advogamos para Garanhuns teria um formato diferente, decerto. Os nomes nacionais que, atualmente, são espremidos em 10 dias, seriam distribuídos em 04 finais de semana e, durante a semana, ou seja, de domingo à quinta, em seu palco principal, trabalharíamos com nomes locais e regionais. Não haveria quaisquer outras despesas a mais, com a contratação de artistas famosos para aqueles dias. 

Por outro lado, a estrutura de camarotes tem que ser revista. Impensável que os turistas que vêm à nossa cidade continuem assistindo aos espetáculos de seu palco principal sem um ambiente confortável e mais seguro para eles. E isso tem sido a grande queixa dos que vêm à nossa cidade nessa época do Festival. 


A proposta que temos é no sentido de que seja instalado um grande camarote para turistas que, claro, pagariam ingressos para lá ficarem.

De mais a mais, seria de se contatar empresas estatais como a CAIXA, o BNDES, o BNB, o BB... E empresas privadas como o SANTANDER, o BRADESCO, o HSBC..., a fim de não se deixar toda ou quase toda despesa do Festival de Inverno de Garanhuns a cargo do Governo do Estado.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

PALACE - 25 ANOS (VOLUME I)



Empreender é empresa difícil. Muito difícil! Há quem diga, até, que em um país como o nosso, empreender é um suicídio. No mínimo, um devaneio, um delírio... Porque inacessíveis os incentivos que dizem existir. Porque impossível satisfazer a ganância tributária do Estado. E, por cima, ainda, o tempo que se perde com os atores de gestos, olhares e práticas avarentas e traiçoeiras daqueles que só pensam no ganhar fácil. Sem esforço... Em desprezo ao trabalho decente, honesto sério... E ao poder da imaginação criadora. Daqueles que bancam iniciativas que geram emprego e renda para dezenas. Centenas. Milhares... De homens e de mulheres que se dispõem a produzir. A construir um futuro melhor para todos.


Lá atrás, quis dar um presente à minha cidade. Sim, presente, através da construção e operação de uma Unidade Hoteleira. Pensava, como ainda hoje penso, e cuido que vou continuar pensando: A1 - que a cidade tinha tudo para retomar o seu destino turístico, existente nas décadas de 1960 e 1970, até metade da década de 1980; A2 - que a cidade tinha tudo para alavancar sua vocação turística. Esta, tábua, ou mais uma delas, sendo ela, a mais forte, para sua alavancagem econômica; A3 - que a cidade tinha tudo, em paralelo, que melhorar e ampliar seus atrativos turísticos; A4 - que a cidade tinha tudo que ampliar e reciclar seus receptivos; A5 - que a cidade haveria de conceber festivais e diversões como meio de conquistar e reconquistar aqueles que a ela possam aportar como aportavam no passado; A6 - Que, portanto, diante da cristalização dessas ações, a cidade deveria partir à defesa do resgate e inclusão de seu nome no cenário dos grandes destinos, pelo menos, dentro do Norte e Nordeste brasileiros.


Teria eu feito pesquisas e análises econômico-financeiras para decidir pela empresa? Mas claro que sim! E, ademais, tudo ou quase tudo que deveria fazer. E digo: hoje, passados 25 anos, posto que aquelas pesquisas e análises não tivessem sido favoráveis à iniciativa, decidi, no que pese, pela execução do projeto, penso que no sonho do avanço da cidade ao encontro de sua vocação. 


Teimei! Decidi investir. E parti, com todo vigor, à empresa.

Confesso que foi duro. Muito duro! Como fora para tantos daqui e algures. Naquela época. Anterior a ela e a ela posterior. Mas, hoje, confesso: não me doíam tanto aqueles empecilhos que se renovavam e se robusteciam nos dias a dia da minha caminhada. Não me doía a ausência do governo. Que, se não ajudava, poderia, ao menos, incentivar. Pelo menos, saudar a chegada de uma iniciativa privada na cidade. Iniciativa essa de que Garanhuns estava a sonhar. E que viria para enriquecê-la melhor. Enfim, aplaudindo-a. Saudando-a... Posto que sem citar seus atores. Para que, afinal? O que me doía mesmo era a presença de opiniões não solicitadas... Sim! Não solicitadas! Imbuídas de olhares e de práticas de avareza... De pessoas pequenas e mesquinhas, incapazes de um gesto sequer de decência e de defesa de sua cidade e da sua gente. Esses, sim, doíam-me porque partiam com a intenção... De me arrefecer. De me sufocar. De me destruir... Anulando meu entusiasmo e disposição à luta. Luta que sempre esteve comigo desde minha pré-adolescência e adolescência. Adensada pelo tempo pelas graças de Deus. Enfim, meu sonho de querer enxergar, amanhã, a minha cidade maior e mais completa. Porque mais moderna. Porque mais contemporânea.



No que pese tudo isso, fui em frente. E, hoje, posso dizer que o Palace está pronto. Ou como sempre me diz uma grande amiga que comigo divide meu entusiasmo por Garanhuns: “prontinho” para receber bem e melhor (como se impõe. E deve!) àqueles e àquelas que aportam em nossa cidade.

O Garanhuns Palace Hotel está pronto e premiado. Pronto em sua estrutura.  Premiado por seu cuidado. Por seu esmero... Para com aqueles e aquelas que apreciam hospitalidade. E, esta, trabalhada com excelência. 

Bodas vieram nessa caminhada... Muitas!

Bodas. Bodas. E Bodas... Era a palavra que mais ouvia da minha equipe quando da concepção, formatação e nascimento do Palace. Palavra até hoje ouvida e celebrada. Parecendo dizer que a empresa teria e terá vida longa.  Para o bem da cidade. Alegria de seus investidores. E, quem sabe, sobretudo, em resposta àquelas opiniões não solicitadas. Portanto, indesejadas.  
 
E caminhamos pelo tempo, passando por elas. Bodas de Madeira, aos 05 anos; Bodas de Estanho, aos 10 anos; Bodas de Cristal, aos 15 anos; Bodas de Porcelana, aos 20 anos. E, naqueles 20 anos, eu dizia, deixando gravado em seu piso Quilombo (cada piso e cada ambiente do Palace saúda Garanhuns). E Quilombo é uma das Sete Colinas de Garanhuns:

“É com essa alegria que o Palace se prepara para atingir sua maioridade, ou seja: seus 21 anos no próximo ano - seis de julho de 2011. Mas com o mesmo entusiasmo do seu primeiro aninho.”

O Palace faz, hoje, 25 anos - Bodas de Prata. Não há quem diga! Também, novo. Novíssimo! Porque cuidado. Porque acariciado. Porque repaginado. Porque...

É com muita alegria que todos nós do Palace comemoramos essa data que marcou a nossa cidade - 06 de julho de 1990. Data que distendeu o nosso prazer em receber bem e melhor àqueles que acorrem a “Cidade de Simôa”.



Mas o fazemos, pensando em outras Bodas que hão de vir. Bodas de Pérola, aos 30 anos; Bodas de Esmeralda, aos 40 anos; Bodas de Ouro, aos 50 anos; Bodas de Diamante, aos 60 anos. Bodas. Bodas. E Bodas... Através de gerações. E, tomara que como no seu primeiro aninho.